OS RIGORES DO TEMPO
É o tempo que vai ocupando seu espaço,
Que tenta reduzir meu farrapo humano,
Com condições de tremer e, se não m’engano
Queres fazer do meu corpinho um fracasso!
Comer e beber já implantaste um bom plano,
Pelo seu rigor, meu Deus, já não sei o que faço
Todos prazeres d’um homem levaram traço,
Ó tempo! Ó tempo, que mal te fiz d’ano p’r’ano?...
Tempo maldito, olha meu velho, não sou d’aço,
Não corras tão ligeiro, segura lá teu passo,
Não m’importa mais dietas neste mundo insano…
Já me levaste a mocidade, em troca cansaço
Doenças1 Remédios! Às saudades m’abraço,
Ó tempo não quero a Parca pra mais descanso!

Do Melhor
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