POR TI ESTE SONETO
(À DOLORES, SEMPRE…)
Quisera ser poeta, para em versos
Limpos, tersos, ter a satisfação
De compor em estilos bem diversos
E rimas ricas, onde a perfeição
Fosse o brilho de sóis…de sóis imersos
No translúcido céu de uma paixão,
Veros que andassem pelo ar dispersos
Gerando amores, sonhos, ilusão!
Porém esse desejo é um triste sonho,
Um simples devaneio assaz, tristonho
Que algumas vezes me arrebata a calma.
Sim, porque célere me foge a musa
E nunca escrevo um verso que traduza,
Livre o perfeito quando sinto n’alma.

Do Melhor
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