A MAGIA DO SONETO
Tudo, num poema, como n’um romance,
N’um soneto, como n’um conto; deve
Concorrer para o desfecho.
Um bom autor tem já em vista a sua última linha
Quando escreve a primeira.
(Charles Baudelaire)
Adoro o soneto com culta e fina trama,
Cheia de lirismo e bucolismo como é feito,
Com bom anexim que d’ele se tire proveito,
E, quando é d’amor vibra alto sua chama!
N’ele Bocage, Petrarca, Alves, deu-lhe jeito
Difícil d’imitar e que ‘inda hoje s’aclama
Florbela deixou ao mundo como se ama;
Camões continua a ser na escola o eleito!
Não esquecer o jovem Casimiro d’Abreu,
Cujo romantismo tem tudo que a gente gosta,
Amor! Estro! Ideia, que tão jovem morreu!...
Mas de tantos que li: Alorna! Sabugosa e Dias,
Há um pouco lido, o popular Fernandes Costa,
Seus sonetos são a fonte das minhas poesias!

Do Melhor
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