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Criando Poesia
Faço da vida um criar de Poesia

01/08/2008 GMT 1

AMIGOS PERIGOS.

nelsonfontes @ 10:09

Aos meus amigos e pseudo-amigos.

Poesia dedicada ao Sr.
Luís Domingos de Luna, BRASIL
Meu agradecimento pelas visitas
Ao meu modesto BLOG.
Envie por favor seu endereço.

Amigos! Amigos! Como os definir
Se o meu amigo certo, mais sincero,
Terminou, insensato por trair
O abraço que sempre a sorrir
Dizia: --Eu te quero! Eu te quero!

Amigos, cambada de canalhas,
De sorrisos piores que metralhas,
De palavras, todas de veludo
Vegetam, lascivos na doce calma,
E no fim, de conseguirem tudo
Apunhalam, ímpios até à alma!

Amigos, só de nome, nada mais
Fogem ligeiros como pardais,
Quando ruge a fatal, tempestade,
Sua prontidão, dócil e alardes,
Não passam de cenas de cobardes,
Hipócritas, natos por afinidades!

Amigos, fixes de maré oportuna,
Cujos fins eram só a minha fortuna…
As vénias eram o máximo servis,
Eu vi-os como farrapos humanos,
Suas loas eram pra mim enganos,
Amigos! Não passavam de imbecis!

Amigos? Tive cento e vinte quatro,
Artistas galantes de genuíno teatro,
Que vi actuar na vida, um por um,
Pra tão cínica e exacta actuação,
Merecem bem o “OSCAR” da traição,
AMIGOS? Oh! Não quero mais nenhum!

Nelson Fontes Carvalho (Nelfoncar)
AMORA7 Belverde
PORTUGAL
VIII / MMVIII

Comentários

Comentários(15) »

  1. O Gênio da Gravidade

    Luiz Domingos de Luna

    Cada tombo uma queda
    O Ser vivo a equilibrar
    Não pode escorregar
    Uma altura que esfarela

    Quem anda de avião
    Já fica preocupado
    Numa pane é jogado
    Corpo sem vida no chão

    Gravidade impiedosa
    Sempre a puxar das alturas
    Até às vezes, dá tonturas.
    De queda assombrosa

    Lá da montanha, um condor.
    Voava tranquilamente
    Num instante somente
    Pensei que estivesse parado
    Parado nas alturas
    Está tudo errado
    Cadê tua força, puxador?
    Eu estava enganado
    Não era um condor
    Não era um planador
    Era um simples beija-flor
    Enganando a gravidade.

    Luiz Domingos de Luna | 31-08-2008 - 04:39:55 GMT 1 #

  2. O Vazio

    Luiz Domingos de Luna
    www.revistaaurora.com.br

    O Vazio não pode ter nada
    Se tiver algo, ele está ausente.
    Na plena ausência está presente
    Antes do ponto ou depois da disparada?

    O Vazio não pode ser conceituado
    A Noção que se tem é dogmatizada
    A ausência é a presença do não chegado
    O Vazio não tem uma lógica estruturada

    O Vazio não pode ser preenchido
    Preencheu o vazio, ele sumiu.
    Sumiu-se, ele nunca existiu.
    O Vazio está escondido?

    O Vazio quebra a existência
    Quebra a matéria e o tempo
    Não pode ter momento
    Existe no cosmo? Ou na inteligência?

    Como encontrar o vazio?
    A existência toma seu espaço
    Ou ela está em pedaços
    A ausência de tudo. Quem já viu?

    O Nada absoluto. Plena Garantia
    Sem buraco negro, sem quasares.
    Sem o avesso da matéria
    Sem o avesso da energia
    Sem átomos, sem moléculas.
    Sem luz, sem escuridão.
    Um vazio perfeito
    A ausência da existência
    A Luz da criação!

    Luiz Domingos de Luna | 31-08-2008 - 04:40:38 GMT 1 #

  3. A Construção do Eu

    Luiz Domingos de Luna
    www.revistaaurora.com

    A cada dose um contentamento
    De uma vida a apreciar
    Numa escala a determinar
    O tipo de comportamento

    Uns a forma o juramento
    Outros a matéria a clamar
    E os da alma a cantar
    A voz do ego o pensamento

    São corpos dobrados ao vento
    Na dimensão do espaço
    O intelecto de aço
    A fazer questionamento

    Um mundo a semente
    Sem depender da paisagem
    É sempre uma passagem
    Do corpo, alma e mente.

    Qual vetor determinante
    Dos três fragmentos
    Uma vida de argumentos
    Na matéria, o mundo dominante.

    São vidas alinhamentos
    Em linhas determinadas
    Cada qual em sua estrada
    O Viver a cada momento

    Ou tem que somar tudo
    Provar a dose em separado
    De um mundo agrupado
    A cada gosto um fel dobrado
    Ou o brilho do mel achado
    De um novo ser em movimento

    Luiz Domingos de Luna | 31-08-2008 - 04:41:52 GMT 1 #

  4. Gostaria de agradecer ao amigo Nelson Fontes por oportunizar as postagens de minhas humildes poesias neste blog que é muito acessado em portugal e no Brasil, rogo pela sua plena recuperação de saúde, e dizer que a amizade e este vínculo que temos para o engrandecimento da epistemologia Genética da Humanidade. O Que o Mestre Neson Fontes faz com tanta maestria e que eu, embora começanda agrora, procuro também seguir o caminho da veia poetica deste grande humanista, intelectual português.
    Ao tempo em que agradeço ao povo de portugal por ler as minha humildes obras literárias.

    Atenciosamente,

    Luiz Domingos de Luna
    Aurora/Ceará / Brasil

    Luiz Domingos de Luna | 31-08-2008 - 04:57:59 GMT 1 #

  5. Paraíso

    Luiz Domingos de Luna
    www.revistaaurora.com

    Conversei com Eva
    Lá no paraíso
    Não tinha sorriso
    Parecia tristonha
    Não tinha vergonha
    Buscava liberdade
    Não tinha saudade
    Então lhe indaguei
    Qual a dor do seu grito?
    Viver em conflito
    Passar ou não?
    Para a próxima geração.

    Luiz Domingos de Luna | 06-09-2008 - 18:42:51 GMT 1 #

  6. Travessia

    Luiz Domingos de Luna
    www. meninodeusaurora.com.br

    A Parede da mente
    Está quebrada
    No conflito da estrada
    É reviravolta somente

    Á águia está lá
    A asa ferida
    Sem guarida
    Sempre a voar

    A água agitada
    Tem que passar
    Furacão no ar
    Força anulada

    Na superfície a pisar
    O mergulho da morte
    É o único suporte
    Que espera chegar

    Tremulante momento
    Uma chuva de vento
    A águia a carregar
    Rasteja na onda
    Como uma lona
    O espaço ganhar
    A asa dobrada
    Tão fatigada
    A praia chegar

    Luiz Domingos de Luna | 13-09-2008 - 21:45:18 GMT 1 #

  7. Passos

    Luiz Domingos de Luna
    Procurar na web

    Passos que passo
    Passos que vem
    Passos do além
    Não sei o que faço

    É como um compasso
    De um tempo passado
    Já foi um chamado
    Na imensidão do espaço

    Ouvi um grito
    Parecia um trovão
    Na escuridão
    Estava aflito

    Pulei noutro astro
    Deixei a pisada
    Ta lá registrada
    Como um mastro

    Luz em ebulição
    Fiquei assustado
    Parece ter entrado
    Noutra dimensão

    Tudo tão diferente
    Um carrossel giratório
    Um som vibratório
    No meu consciente

    Sonho ou realidade
    Não sei precisar
    É um vôo a voar
    Não tem gravidade

    Uma mão me puxou
    Numa frieza gelada
    Não sei mais de nada
    Num novo mundo estou

    Luiz Domingos de Luna | 07-10-2008 - 04:03:01 GMT 1 #

  8. Passos

    Luiz Domingos de Luna
    Procurar na web

    Passos que passo
    Passos que vem
    Passos do além
    Não sei o que faço

    É como um compasso
    De um tempo passado
    Já foi um chamado
    Na imensidão do espaço

    Ouvi um grito
    Parecia um trovão
    Na escuridão
    Estava aflito

    Pulei noutro astro
    Deixei a pisada
    Ta lá registrada
    Como um mastro

    Luz em ebulição
    Fiquei assustado
    Parece ter entrado
    Noutra dimensão

    Tudo tão diferente
    Um carrossel giratório
    Um som vibratório
    No meu consciente

    Sonho ou realidade
    Não sei precisar
    É um vôo a voar
    Não tem gravidade

    Uma mão me puxou
    Numa frieza gelada
    Não sei mais de nada
    Num novo mundo estou

    Luiz Domingos de Lunaingos | 12-10-2008 - 23:45:20 GMT 1 #

  9. Passos

    Luiz Domingos de Luna
    Procurar na web

    Passos que passo
    Passos que vem
    Passos do além
    Não sei o que faço

    É como um compasso
    De um tempo passado
    Já foi um chamado
    Na imensidão do espaço

    Ouvi um grito
    Parecia um trovão
    Na escuridão
    Estava aflito

    Pulei noutro astro
    Deixei a pisada
    Ta lá registrada
    Como um mastro

    Luz em ebulição
    Fiquei assustado
    Parece ter entrado
    Noutra dimensão

    Tudo tão diferente
    Um carrossel giratório
    Um som vibratório
    No meu consciente

    Sonho ou realidade
    Não sei precisar
    É um vôo a voar
    Não tem gravidade

    Uma mão me puxou
    Numa frieza gelada
    Não sei mais de nada
    Num novo mundo estou

    Luiz Domingos de Luna | 12-10-2008 - 23:45:58 GMT 1 #

  10. Pesquisas Científicas, Consultas, artigos, postagens, monografias, teses Acadêmicas, resenhas, comentários, novas postagens

    Luiz Domingos de Luna buscar na web

    Ref. Bibliográfica
    Luiz Domingos de Luna é Professor da E.E.F.M Monsenhor Vicente Bezerra, Rua Cel José Leite s/n, Araçá - Aurora - Ceará. Cep: 63.360.000 Tel (88)35433903.
    Fonte:http://criarpoesia.nireblog.com/post/2008/08/01/amigos-perigos#comment-92280
    Nota do Autor:
    Material disponívíel para estudo, tudo para o engrandecimento da epistemologia genética da Humanidade.
    Na repostagem citar este referência bibliográfica.
    Grato,
    O Autor.

    Luiz Domingos de Lunal | 13-11-2008 - 22:33:21 GMT 1 #

  11. Transformação

    Luiz Domingo de Luna
    Procurar na web

    Reguei uma planta
    No meu jardim
    Era um Jasmim
    Beleza que encanta

    Entre espim
    Uma lagarta
    Como uma carta
    Vinha a mim

    Toda enrolada
    Comia clorofila
    Pele colorida
    De fogo chamada

    Numa manhã florida
    A lagarta sumiu
    A borboleta me viu
    Nos caminhos da Vida

    Contemplando o chão
    A asa em giro agitava
    A Paisagem deixava
    Na linha da imensidão

    Luiz Domingos de Lunal | 13-11-2008 - 22:37:55 GMT 1 #

  12. Meu Pai

    Luiz Domingos de Luna
    Procurar na web

    Posso chamar de Pai
    A Vida ele me deu
    Na construção do meu eu
    O respeito vem e vai

    Fica a recordação
    Do lindo ensinamento
    O Meu sentimento
    Sempre no coração

    Na selvageria social
    A Bondade ele expressa
    Uma vida que começa
    Ao primeiro sinal

    Difícil civilidade
    Implantar na geografia
    Serenidade e sabedoria
    No Opaco olhar da cidade

    Oh! Ingrata geração
    Para dar alinhamento
    O Brilho do Conhecimento
    O Pulsar da gratidão

    Caldo cultural deficiente
    Espaço rústico de dor
    Cuidai mestre, Meu Senhor
    Na seleção da semente

    Viajaste hoje ao mundo celestial
    A Paz e o ensinamento
    Quebrando sempre correntes
    Plantando boas sementes
    Num mundo desigual

    Luiz Domingos de Lunal | 13-11-2008 - 22:39:11 GMT 1 #

  13. Onda que chora

    Luiz Domingos de Luna
    Procurar na web

    História dos papéis
    O mouse a demarcar
    Palavras que somem
    Mas que vão voltar

    A tela da história
    Um trabalho a postar
    Um instante eterno
    Que não vai durar

    Tudo a voar
    Sempre escrevendo
    De um tempo correndo
    Não pode parar

    Vida sumida
    Na abstração
    Vida já vivida
    Em outra ilusão

    No útero da terra
    Vai transformar
    Onda que passa
    A outro repassa
    Sempre a chorar

    Luiz Domingos de Lunal | 13-11-2008 - 22:40:11 GMT 1 #

  14. Interrupção

    Luiz Domingos de Luna
    Buscar na web

    O Tempo quebra o espaço
    No grito que foi sufocado
    Corpo sem vida parado
    Marca do tracejo Compasso

    Deixei a marca no aço
    Não completei a missão
    Estou noutra dimensão
    Não sei o que é que faço

    A matéria não cabe em mim
    A luz não curva o universo
    Penso que atravesso
    Um Horizonte sem fim

    Estás próximo de mim
    Mas como manter contato
    Não sou um ser de fato
    Sou uma onda vaga sem fim

    Falta o ponto linha ou cruz
    Ou uma voz para falar
    Não posso sempre vagar
    Numa atmosfera sem luz

    Luiz Domingos de Lunal | 13-11-2008 - 22:41:48 GMT 1 #

  15. Pingo da vida?

    Luiz Domingos de Luna
    Procurar na web

    Era um pingo
    Começou a girar
    Fiquei a olhar
    O Seu caminho

    Desceu a ladeira
    Parou um segundo
    Estava imundo
    Cheio de poeira

    Bolinha consistente
    Ganhou conteúdo
    Da parte o tudo
    Sempre à frente

    Rolou num tinteiro
    Ficou colorido
    Bicho sabido
    Fugiu bem ligeiro

    Atravessou uma vala
    Passou na ferida
    A Bactéria Lambida
    A Vida levava

    Pingo complicado
    Todo disformado
    É a vida da ferida
    Ou o pingo da vida?

    Luiz Domingos de Lunal | 13-11-2008 - 22:43:48 GMT 1 #

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