A JUVENTUDE E O TEMPO
Quando chegamos ao vigor dos vinte anos,
Pelo rumo da vida com risonhas quimeras,
Todos os dias são florescentes primaveras;
Todos os dias inventamos irreais planos!
Pra nós— isto é bem verdade— não há esperas
Algo nos motiva, até se passam oceanos;
Surge o amor, tornamo-nos super humanos,
Até se atravessa, as maiores crateras!
A mocidade é assim, espécie d’armadilha,
Ninguém vê, cai n’ela, porque ela fervilha,
De prazeres que, à volta tudo é, lindo, terno!...
Pior é o despertar, que surge anos depois,
Olhamos pra trás, vimos, deixamos de ser heróis,
Todos dias de primavera, são dias de Inverno!

Do Melhor
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