A BELEZA FEMININA.
A beleza sempre foi e há-de ser rainha,
Quando a mulher a exibe com digna postura,
Seduz qualquer com esta aquela aventura,
Na ideia: só sossego quanto não fores minha!
Quando a mulher tem de Afrodite figura,
Quase sempre sob certa vaidade caminha,
Julgam que na beleza tudo pra si s’aninha,
Quando a beleza, juventude, pouco dura!
Nesta ideia tantas tomam errado rumo,
Com espinhos! Tempestades, agora seu consumo,
Por não ver a beleza com um amor que se visse…
Honrado! Dedicado! Com distinta franqueza,
Agora vê como foi efémera a beleza,
Que o espelho lhe mostra, chegou a velhice!

Do Melhor
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