O OUTONO DA VIDA
(Soneto especialmente feito
Dedicado ao meu AMIGO
JORGE VICENTE, na SUIÇA.
AMIGO:
No declinar da vida é que vimos os enganos,
Que cometemos, vesanos, sem pés nem cabeça,
Que bem visto foram erros que nos levaram anos,
Do Abril tantas vezes por uma paixão travessa!
Agora sem remissão, nota, ruir seus planos,
Sem uma centelha d’ânimo capaz que aqueça,
Os momentos frios, tristes com picos e danos,
Vê-se senil, já não há quem que o conheça!
Não é o Outono róseo, é o Inverno no seu rigor,
É o ruir próximo que lhe traz esta mensagem,
Tudo que perdeste co’as loucuras em amor!...
Agora aqui tens as contas ou seja a paragem,
De ensânia de pensar que tudo é eterno calor,
Mas na vida, na nossa vida, tudo é uma breve passagem!

Do Melhor
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