A AMIZADE EXISTE
Um soneto muito especial a recordar
Este lindo e inesgotável tema
AMIZADE:
Muito a propósito do encontro
Com o Sr. ANTÓNIO MATOS.
AMIGO:
Nem que a gente viva muito, mais de cem anos,
As sensações surgem de todo lado de surpresa,
Por bem, por mal, que nos deixa a alma presa
Na sordidez que abunda por aí nos seres humanos!
Aqui falo d’AMIZADE que anda com baixeza,
Com podres, traições, ardis, sei lá, d’enganos
Ninguém crê em ninguém, só nos cercam ciganos,
Não sabemos lidar, com esses com delicadeza
Mas quando já descremos do camaradagem escol,
Surge lá no fundo um cometa, um raio de sol,
A dizer: Espera, ‘inda há homens, vê com bons actos!
Assim, já no termo da viagem com este meu mal,
Descobri – Um milagre— n’um quarto d’um hospital,
Que a AMIZADE existe genuína no AMIGO MATOS!
Nelson Fontes Carvalho
BELVERDE == AMORA
XXVI == MMVIII

Do Melhor
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del.icio.us
A Dor da Memória
Luiz Domingos de Luna
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Em uma história,
Que foi tão florida,
De vida vivida,
Saudosa memória,
Foste à mãe que alimentou
O retrato que estou,
A tristeza que aflora,
Pudesse aurora,
Contemplar novamente
Regar a semente
Da sombra frondosa
Untados nós somos
No mesmo ideal,
Qual foi o pecado
Que nós cometemos,
Um paraíso tão lindo,
Tinha Adão tinha Eva
Tinha serpente, estrela azulada,
Tinha perfume, tinha luz,
Tinha água, tinha alma,
Porque me seduz,
Está-se nu no infinito,
O nosso grito,
Já foi quebrado,
De um tempo passado
Que vive com glória,
Martela e sufoca
A minha memória
Qual foi o meu erro
De um martírio doentio,
Acendi o pavio,
Do espertalhão
Sem tela, sem cor,
Sem brilho, sem luz,
Sem agora.
Mataste a aurora
Do meu Coração.
Luiz Domingos de Luna | 28-05-2008 - 23:22:15 GMT 1 #
Utopia
Luiz Domingos de Luna
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Voa, voa pensamento,
Buscai nos confins do infinito
A fórmula mágica do grito
A existência em processamento
Não entregues aos seres humanos
Senão seremos destruídos
Pois o comprado será vendido
E O dado vai para o desmando
O Contrato social agonizado
O planeta sendo destruído
O Mundo a cada dia um gemido
O crime está bem organizado
Os valores nobres esfarelados
Vida competição acirrada
Egoísmo chama clareada
Fraternidade e igualdade
de lado ou sem lados?
Penetrai nos umbrais e traga a foto
Da reconstrução da massa humana
Da fortaleza social, força que emana
A liga sem transtorno ou terremoto
Para que inteligência abrasada?
De um mundo todo corroído
Um tecido social dolorido
A convivência fracassada
Poderei sonhar com mundo livre
As crianças em plena diversão
Não somos enlatados, nem brasão
Da vitória do livre-se, para ser livre
Trazei a fórmula do infinito
A foto revelada ao só momento
O gráfico livre do pensamento
A geografia da paz habitada
Seres humanos de luz!
Uma era que começou
Uma história que não parou
Um sonho, acordou, - sim
Somente? não – como?
Só a mente.”
Luiz Domingos de Luna | 28-05-2008 - 23:26:00 GMT 1 #
O Tempo
Luiz Domingos de Luna
www.revistaaurora.com
Em um canto caído
O mundo a girar
A vida a passar
Encantos sofridos
Corpos envelhecidos
Suaves serenatas
Existência ingrata
Onde queres chegar?
Pisando a paisagem
Em uma passagem
Sempre a moldar
Com sua influencia
Queima a paciência
Quem vai desvendar?
Um novo dia
O sol já raiou
O momento passou
Não vai mais voltar
Do silêncio ao ruído
Num canto perdido
Do universo a girar
Vai-se perguntando
Cantando ou chorando
Onde queres chegar?
Dor desmedida
Dúvida da vida
De o mar serenar
Ficou a história
Em nossa memória
Teima em passar
Luiz Domingos de Luna | 28-05-2008 - 23:29:48 GMT 1 #
O Tempo
Luiz Domingos de Luna
www.revistaaurora.com
Em um canto caído
O mundo a girar
A vida a passar
Encantos sofridos
Corpos envelhecidos
Suaves serenatas
Existência ingrata
Onde queres chegar?
Pisando a paisagem
Em uma passagem
Sempre a moldar
Com sua influencia
Queima a paciência
Quem vai desvendar?
Um novo dia
O sol já raiou
O momento passou
Não vai mais voltar
Do silêncio ao ruído
Num canto perdido
Do universo a girar
Vai-se perguntando
Cantando ou chorando
Onde queres chegar?
Dor desmedida
Dúvida da vida
De o mar serenar
Ficou a história
Em nossa memória
Teima em passar
Luiz Domingos de Luna | 28-05-2008 - 23:30:21 GMT 1 #
O Tempo
Luiz Domingos de Luna
www.revistaaurora.com
Em um canto caído
O mundo a girar
A vida a passar
Encantos sofridos
Corpos envelhecidos
Suaves serenatas
Existência ingrata
Onde queres chegar?
Pisando a paisagem
Em uma passagem
Sempre a moldar
Com sua influencia
Queima a paciência
Quem vai desvendar?
Um novo dia
O sol já raiou
O momento passou
Não vai mais voltar
Do silêncio ao ruído
Num canto perdido
Do universo a girar
Vai-se perguntando
Cantando ou chorando
Onde queres chegar?
Dor desmedida
Dúvida da vida
De o mar serenar
Ficou a história
Em nossa memória
Teima em passar
Luiz Domingos de Luna | 28-05-2008 - 23:30:27 GMT 1 #
Planeta que chora
Luiz Domingos de Luna
Reflito sobre a vida
sobre o mundo rotativo
do universo exuberante
da beleza do ser pensante
do mundo mágico criativo
É o solo, é a existência roída
de um planeta que chora, exaurido.
De uma fumaça de gás cumprimido
De um berço que faz sentido.
De uma paisagem destruida
que teimo em desfrutar
a reta um ponto vai ficar
o fim, o começo a externar
O espaço a gritar
O ambiente somente?
A água ?
A selva?
O mar ?
E nós humanos ?
O planeta chora
A inteligência ignora?
Onde iremos morar?
sem terra, sem piso, sem ar
sem fogo, sem água, sem mar?
por que a poluição ?
o farelo da destruição
O lixo cultural ?
O rio é um esgoto
O mar está morto
O ar é aborto
de quem quer abortar,
assim, volto ao pó
não tem reciclagem
é uma viagem,
mas viajo só?
Luiz Domingos de Luna | 28-05-2008 - 23:32:41 GMT 1 #
A Dimensão da Curva.
Luiz Domingos de Luna
www.revistaaurora.com.br
Ser simples como o vento
Sem orgulho ou vaidade
Sem presilha de saudade
O fazer do talento
Neste espaço
A arte derramada
A humanidade untada
A mansidão do aço
DNA do pedaço
Clone da existência
Parada!!! Penitência
Mel, fel, Melaço
Teima rima
Idéia quebrada
Vida aviltada
Polidez, Lima
Floresta humana
Paisagem social
Ócio, diferente ou igual ?
Vida que emana.
Cadê vaidade ?
Tua força jovial
O Saldo é o sal
Felicidade?
Haja serotonina
A cor do batom
É quem dá o tom
Da vida que começa ?
Ou da que termina?
Luiz Domingos de Luna | 28-05-2008 - 23:35:17 GMT 1 #
O Poder
Luiz Domingos de Luna
www.revistaurora.com
Força de ação
Do bem ou do mal
Ponto temporal
Sociedade –Ligação
Da visão conjunta
O desenvolvimento
Luz do talento
Liga que betuma
Da visão individual
Dor que atormenta
A sociedade lamenta
O cheiro do mal
Sem o deslumbre
Compromisso na mão
Povo, cidade, nação
Sol, luz, vaga-lume
Quando o ego se projeta
Nasce o tirano
Não existe humano
Cinza que inquieta
A sociedade agonizada
Ferida cambaleante
A certeza do errante
Civilização estagnada
O poder é entre
Espaço tempo
Luta a todo O Momento
Entre, saia, sempre.
Luiz Domingos de Luna | 31-05-2008 - 02:43:01 GMT 1 #
Alma de Cupim
Luiz Domingos de Luna
www.revistaaurora.com.
Adora a existência
Contempla o natural
O espaço sideral
Inteligência da potência
Muda a paisagem
Destrói a natureza
Maltrata a beleza
Em qualquer passagem
Dialética humana
Constrói o artificial
Dizima o natural
Da fumaça que emana
A construção de desertos
Na alma impregnada
Não pode sobrar nada
Em campos abertos
Qualquer jardim
Deve ser venerado
Aplaudido e aclamado
Querendo o seu fim
Luta demente
Não tem beleza
Não tem natureza
Não tem jasmim
Jardim da humanidade
Todos têm direito
Qual foi o defeito
Todos defendiam
Todos aplaudiam
Não tem mais jardim
Não tem mais culpado
O tempo rolado
Num mundo sem fim
Corpo humano
Alma de cupim.
Luiz Domingos de Luna | 09-06-2008 - 00:47:38 GMT 1 #
Quem sabe? Se cada ser humano tivesse a oportunidade de passear pelo os confins do universo gelado, os homens não poderiam se tornar humanos de verdade.
Passeio Cósmico
Luiz Domingos de Luna
www.revistaaurora.com
Entre galáxias quentes
Quasares gigantes
Tudo tão distante
É tão diferente
Não tem gravidade
É uma queda de gênio
Não tem oxigênio
Estranha suavidade
O terror da matéria
Viva atrevida
Não tem vida
Do humano a miséria
Não tem cultura
Luz escuridão
Alma em aflição
É somente tortura
O medo grita
O silêncio calado
No mundo gelado
Sem terra e guarita
Há anos, ativo.
Vejo um ponto
Pare uma foto.
E ali que vivo
Um traço obscuro
Não parece uma bola
A câmera giratória
A terra procuro
Perdido no infinito
Leva-me de volta
De tanta viravolta
Sinto-me perdido
Que tal existência
Aonde vai me levar
Onde queres chegar
Só vejo a ausência
Nos confins um grito
Não sei decifrar
Mas vou escutar
E assim repito
Um barulho estranho
Parece um cano
A água derramar
Cadê gravidade
A tua humanidade
Para poder parar
Vejo-me girando
Eu mesmo falando
Onde vamos chegar
Tudo é mistério
Grande interrogação
È poder da matéria
Ou da criação?
Luiz Domingos de Luna | 15-06-2008 - 04:05:00 GMT 1 #
Universo Paralelo
Luiz Domingos de Luna
www.revistaaurora.com
No palco da existência
Bilhões de combinações
Infinitas proporções
Da matéria a essência
O Universo unificado
Longe da imaginação
Entrar numa prisão
Por tempo determinado
Matéria não adaptada
A um tempo a correr
Na dependência sofrer
Corpo, a vida deixada.
É uma ida, uma volta.
É o estar, é o ser.
É o Poder, é o ter.
É uma reviravolta?
Entra numa dimensão
Do tudo - do nada nasce
É apenas um disfarce
Do nada, a terra, o chão.
É uma magia encantadora
Toda carne é morredoura
Sem ela, a imortal
Alma sonhadora
Na vida a vagar.
Uma compreensão
Uma explicação
Ninguém quer falar
Quem pode entender esta seta
Que a história inquieta
Teima em voltar
Luiz Domingos de Luna | 19-06-2008 - 03:17:54 GMT 1 #
Mundo Global
Luiz Domingos de Luna
Sinto-me confortado
Postando minhas poesias
Uma oportunidade a cada dia
Neste mundo globalizado
Contrato bem firmado
A comunicação presente
Pessoa, cidadão - Gente.
Conhecimento pulverizado
Imprensa solidificada
A informação percorre o planeta
Girando o globo como uma carrapeta
Num estado a demarcar fronteiras
Em parceria, em fileiras.
A humanidade está segura
A democracia empurra
Para o mundo libertar
Uma existência que teima em
Chocar, a beleza do ser humano.
Ao espaço contemplar
Fonte: http://oglobo.globo.com/servicos/blog/comentarios.asp?t=nosso_planeta&cod_Post=108198
Luiz Domingos de Luna | 27-06-2008 - 23:30:38 GMT 1 #
'Aos Seres Humanos
Luiz Domingos de Luna
www.meninodeusaurora.com
Quebrando correntes
No tempo a passar
Mistérios a desvendar
A todo o momento
Se tudo fosse diferente
Teria o ser humano
O pensar, um plano.
Da existência presente
Que show arriscado
De um palco sem fim
O infinito vem a mim
Ou já foi programado
Tanta existência
Quem vai usufruir
O tempo destruir
Ou há consistência
A Vida acompanha
As etapas da curva
Existe uma luva
De potência tamanha
Controlar o processo
De toda imensidão
É plenitude da razão
Ou pensamento, ao inverso.
É do ser humano obrigação
Conhecer todo o infinito
Ou existe um conflito
Buscando interrogação?
Já não é chegado
A hora de saber
Do universo o porquê ?
Na existência - postado.'"
Luiz Domingos de Luna | 01-07-2008 - 17:13:22 GMT 1 #
A Emancipação da Tigresinha
Luiz Domingos de Luna
http://www.revistaaurora.com
Na caverna do grito
A pura opressão
À serviço do cão
Vida em conflito
Corrente de aço
Freio da civilização
Da beleza – a punição
Da suavidade - o pedaço
Poder de coação
Infligindo ao belo
Um mundo em farelo
Não tem emoção
Força da maldade
Criaste a ferida
A gaiola trazida
Leveza sem liberdade
Passiva e paciente
Um mundo a voar
Na tela a quebrar
A emoção consciente
Planeta continuado
Ao futuro povoar
Nos grilhões a chorar
O caminho trincado
Semente da preservação
Maltratada e dolorida
Julgada e oprimida
Não tem solução
A Lutar no tempo
Vencer o preconceito
Um simples direito
No véu do tormento
Casas e guerras
Que nunca termina
Luta genuína
O silêncio encerra
Abri sutileza – a mordaça
Deixa passar
Precisa caminhar
Liberdade da fumaça
A dona do tempo
Forma nova geração
Para que opressão
Tigresinha – O momento
Luiz Domingos de Luna | 04-07-2008 - 16:44:26 GMT 1 #
Entre Colunas
Luiz Domingos de Luna
http://www. Revistaaurora.com
Entre nascimento e morte
Pego o meu passaporte
Numa vida a bailar
Dos dois pontos faço linha
Numa estrada que caminha
Na sorte ou no azar
Entre colunas eu fico
Sempre a caminhar
Não pode ter acidente
Senão quebra a corrente
Já não posso respirar
Uma reta esticada
Cada passo, uma pisada
Tenho que controlar
Não posso sair do prumo
Ou então um tombo
Para me derrubar
Do útero para cova
Uma vida se renova
Cheirando interrogação
No meio das ampulhetas
Viro pó, sombra e chão.
Ou larva de borboleta
Uma vida nova nasce
É uma transformação ?
fonte:http://mesquita.blog.br/luiz-domingos-de-luna
Luiz Domingos de Luna | 04-07-2008 - 16:46:00 GMT 1 #
Nome: Luiz Domingos de Luna - 15/7/2008 - 11:58
Sou grato a quem acessa este site:http://oglobo.globo.com/servicos/blog/comentarios.asp?t=nosso_planeta&cod_Post=108198 e posta minhas poesias neste espaço, pois a verdadeira amizade espiritual é aquela que une a massa humana no bem estar da coletividade, pois, se recebemos um mundo injusto não é justo repassá-lo para as as futuras gerações. Os seres humanos são muito atrelados ao espaço físico corporal, não sabem estes, que sem este corpo mortal, seríamos eternos na magia espiritual que está no "toque" de construir a epistemologia genética da humanidade.-Sem contato, Conto com você, caro leitor, na difusão de meus trabalhos literários.
Luiz Domingos de Luna | 15-07-2008 - 17:30:42 GMT 1 #
Palco Iluminado
Luiz Domingos de Luna
www.revistaaurora.com
Em cada sonho uma fantasia
Que percorre o pensar
No momento a gritar
Força que extasia
Girando no encanto da vida
Um gesto nobre propicia
Na luz que irradia
O instante eterno se fia
O cenário todo florido
Uma paisagem a contemplar
Um universo a pensar
No tempo um fluido
Que teima em derramar
Gotas de um sereno
Um incenso ameno
A existência contagiar
Interação perfeita
Arquitetura social
Beleza natural
Obra prima feita
Cada ser é arquiteto
Que a história aniquila
É o sonho da vida
Inacabado um projeto
Um projeto inacabado
Que falta ser decifrado
Ou um palco iluminado
Explicação buscando?
Luiz Domingos de Luna | 18-07-2008 - 17:03:12 GMT 1 #
Espaço de luz!
Luiz Domingos de Luna
Uma idéia nasceu
Percorreu o espaço
Sinto o que faço
Já não sou eu
A obra que rola
Na esfera social
No arremate final
Parece uma bola
Cada chute uma pancada
-O Público já analisou
Pois, ele é sempre o senhor.
Da obra que foi criada.
Estrada corrente de dor
Cada letra uma pisada
Toda linha esmagada
Na lógica do leitor
O Conjunto é uma esfera
De vértice quebrado
Ou tem giro acelerado
Ou o motor emperra
Passar no crivo social
Num filtro bem condensado
Na página, tela, lixo ou lado.
O Poema tem seu final.
Luiz Domingos de Luna | 26-07-2008 - 16:26:09 GMT 1 #
Alma Ferida
Luiz Domingos de Luna
Na Caminhada dos passos
Resistência de um intelecto
A Dor de um martírio incerto
O barulho do tempo espaço
No asfalto rastejando ofegante
Fome, dor, tristeza e cansaço.
Tem que nervo de aço
Para subir a rampa derrapante
De repente um chute nas entranhas
O Corpo o saco de pancadas
A vida a um tempo aniquilada
Pelo ódio brutal do tirano
A Matéria toda esfarelada
As carnes doloridas na estrada
Cada murro uma queda abalada
A dor da morte avizinhada
A Carne morredoura fraquejante
O Espírito um eterno vigilante
Observa o corpo frágil ondulante
O Olho não reconhece mais o atacante
A Inércia empurra o corpo cambaleante
A derrota da matéria castigada
O Troféu do agressor é levantado
Derrotaste a carne morredoura
Mas a alma a sonhar encantadora
Nos umbrais do tempo a gritar
-Tenho que juntar este bagaço
Humano e uma nova vida começar?
Luiz Domingos de Luna | 31-07-2008 - 18:34:15 GMT 1 #
A Miragem
Luiz Domingos de Luna
É muito fácil observar
A presilha dos seres humanos
Sentidos, prazeres, desenganos.
Uma paisagem a embelezar
Tudo parece um sonho
Emoções sentimentos
Um corpo lançado ao vento
Na busca de um mundo risonho
Cada um num carrossel a girar
O filme da vida pontuando
O Futuro ao presente ocupando
O Passado a história registrar
A maquina humana em movimento
Os líquidos internos em plena ação
Uma desordem que vai parar-Pena
Deixar a cadeira, para outro ocupar.
É um show com tempo determinado
É Viver plenamente a emoção?
É A razão e emoção conjuntamente
Ou o grande parque da Ilusão ?
Fonte:http://oglobo.globo.com/servicos/blog/comentarios.asp?t=nosso_planeta&cod_Post=108198
Luiz Domingos de Luna | 04-08-2008 - 17:45:15 GMT 1 #
Os bravos, os herois, são apenas aqueles que aprenderam ou venceram grandes batalhas, mais aqueles, sim que diuturnamente na faina do seutrabalho dedicado, procura ser uteis servindo a boa causa e os bons propositos. As poesias do ilustre professor Luiz domingos de Luna tem um colorido real, para os que leêm suas poesias. Sem ele as poesias e as mensagens não teriam o brilho do amanhecer que pecorre vários jornais e revistas do país. Parabens!
Francisco das Chagas de Figueiredo | 05-08-2008 - 04:10:07 GMT 1 #
A Busca
Luiz Domingos de Luna
www.revistaaurora.com
A Alma humana a buscar
A todo e qualquer momento
É uma força ou um sentimento
Que nunca pode parar
É incrível o aprimoramento
Que precisa aprimorar
O pensamento a vagar
Em um novo firmamento
Seja qual for à maneira
Tem que modificar
Pois está no DNA
É uma seqüência inteira
Tudo a repensar
Nada está concluído
É como um fluido
Em constante derramar
Talvez o eixo da dúvida
Esta procura, enfim.
Nada tem um fim
É o sentido da vida
Parar um instante
Isso nem pensar
A busca sempre a buscar
É uma corrente andante.
Aonde vamos chegar?
Luiz Domingos de Luna | 11-08-2008 - 23:44:54 GMT 1 #
Gostaria de Agradecer ao grande Intelectual e poeta Português Nelson Fontes, peço a Deus a recuperação de sua saúde, o qual me ofereceu este espaço nobre dos que fazem a literatura na terra lusitana, ao tempo em que no Brasil, mais precisamente no Estado do Ceará, agradecer ao brilhante educador da terra alencarina o professor Francisco das Chagas de Fiqueiredo, Editor e Redator da Revista. {Monsenhor Vicente Bezerra em Movimento}. Uma revista que além do painel gráfico maravilhoso trata de uma casa de ensino que há mais de 80 anos educa o povo de uma pequena cidade do cariri cearense, Aurora. Que tive a oportunidade de nascer neste chão maravilhoso.
Amigo Nelson, quanto a publicação de minhas poesias na terra de Luiz Vaz de Camões, depois de uma longa reflexão achei por bem, esperar, pois ainda considero minhas poesias fracas para bailar em Portugal. Porém fiquei muito feliz pela sua iniciativa.
Atualmente estou postando no overmundo, estou satisfeito, pois sempre tem o retorno, críticas e análises dos grandes poetas brasileiros.
minhas poesias estão a disposição também na web
Peço desculpas ao povo de Portugal pela minha interrupção abrupta da sequência poética, porém acredito que foi por um bom motivo.
Brava Europa, Linda Portugal! por continuar lendo e problematizando os meus trabalhos.O Que para mim, podem ter certeza é uma grande honra e prazer
Atenciosamente,
Luiz Domingos de Luna,
Humanizado o mundo pela poesia.
Buscar na web, tudo pelo engrandecimento da epistemologia genética da humanidade - Luiz Domingos de Luna -
Peço desculpas ao público lusitano, Praza Deus em breve estarei postando novas poesias " navegar é preciso, viver não é preciso"
Escrever para o povo português é sempre conservar um pedacinho da alma daquele que fez a carta de nascimento do Brasil Pero Vaz Caminha.
Sou grato ao povo portugês por gostar de minha humildes obras literárias.
Nelson, quando da sua recuperação gostaria que se possível postasse no blog mais visitado de portugal criando poesia -Poesias literárias -Luiz Domingos de Luna, pois aqui no Brasil, às vezes tenho dificuldade de encontrar a sua página, talvez devido o inúmero acesso por parte do povo português.
Do Amigo de sempre.
Luiz Domingos de Luna
Luiz Domingos de Luna | 12-08-2008 - 00:34:12 GMT 1 #
Aurora, uma janela para o céu
Luiz Domingos de Luna
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Pedi permissão ao tempo
Nas asas do pensamento
Voando vai minha ilusão
Pelos caminhos obscuros
Da minha história esquecida
Momentos de vida vivida
Na mais linda sedução,
Pois ainda em tenra idade
Deixei minha cidade na construção do meu futuro,
Sonhei, lutei, na selva humana,
ganhei o meu troféu de herói,
construi minha cabana tenho o meu transporte
meu trabalho é o suporte da minha vitória suada,
Neste pais eu andei, ralar como eu ralei, lutar como eu lutei dia e noite, noite e dia, busquei no íntimo de minha alma, a estabilidade sonhada
Na poeira de uma estrada que ainda hoje percorro.
Hoje vivo nas metrópoles, nos mais diversos lugares,
Adquiri meu espaço com a força da determinação do aço,
Já me vi em pedaços, mas hoje a minha força é a vitória do que faço.
Consegui o que queria numa luta bem renhida,
Luta que se renova no amanhecer a cada dia.
Sou um aurorense firme, tenho a minha própria história
Na janela da memória vivo a minha própria emoção
Em ver minha querida cidade respirar o hálito oxigenado,
Que ao mundo me trouxe a luz, na grandeza do momento,
Em meu apartamento a lembrança me seduz,
Do rio salgado, as cachoeiras, na beleza de nossa feira,
Do caldo de cana ao aluar, da tapioca ao beiju
Do melaço da rapadura ao canto do sabiá,
Naquelas noites estreladas os fogos, reisado,
O apito do trem, as missas bem demoradas,
As renovações bem tiradas, as serenatas cantadas.
De manhã a passarada num canto de louvação.
Aquelas horas batidas no sino bem compassado, era sinal de finados,
Ou o repique tocado de um anjinho que ao céu subiu,
Todos para a ABA numa inocência fecunda
Tinha quadrilha, arrasta pé, ao som de uma vitrola, era uma festa junina,
Tinha bandeira, tinha roça, tinha quermesse, e quadrilha, broa de milho, quebra-queixo, pão de ló, tinha desfile.
Nesta janela, eu vivo o tempo que não passou, pois ser aurorense é preservar a sua história.
Guardar no canto da memória o seu lindo e singelo amor,
Um amor a toda hora, que em todos nós aflora o cheiro forte e polido
Fonte:http://www.folhadocariri.com.br/colunas/JoseEdson.htm
Luiz Domingos de Luna | 12-08-2008 - 17:30:25 GMT 1 #
A Construção do Eu
Luiz Domingos de Luna
www.revistaaurora.com
A cada dose um contentamento
De uma vida a apreciar
Numa escala a determinar
O tipo de comportamento
Uns a forma o juramento
Outros a matéria a clamar
E os da alma a cantar
A voz do ego o pensamento
São corpos dobrados ao vento
Na dimensão do espaço
O intelecto de aço
A fazer questionamento
Um mundo a semente
Sem depender da paisagem
É sempre uma passagem
Do corpo, alma e mente.
Qual vetor determinante
Dos três fragmentos
Uma vida de argumentos
Na matéria, o mundo dominante.
São vidas alinhamentos
Em linhas determinadas
Cada qual em sua estrada
O Viver a cada momento
Ou tem que somar tudo
Provar a dose em separado
De um mundo agrupado
A cada gosto um fel dobrado
Ou o brilho do mel achado
De um novo ser em movimento.
Luiz Domingos de Luna | 16-08-2008 - 04:01:16 GMT 1 #