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Criando Poesia
Faço da vida um criar de Poesia

25/05/2008 GMT 1

A AMIZADE EXISTE

nelsonfontes @ 14:00

Um soneto muito especial a recordar
Este lindo e inesgotável tema
AMIZADE:
Muito a propósito do encontro
Com o Sr. ANTÓNIO MATOS.

AMIGO:
Nem que a gente viva muito, mais de cem anos,
As sensações surgem de todo lado de surpresa,
Por bem, por mal, que nos deixa a alma presa
Na sordidez que abunda por aí nos seres humanos!

Aqui falo d’AMIZADE que anda com baixeza,
Com podres, traições, ardis, sei lá, d’enganos
Ninguém crê em ninguém, só nos cercam ciganos,
Não sabemos lidar, com esses com delicadeza

Mas quando já descremos do camaradagem escol,
Surge lá no fundo um cometa, um raio de sol,
A dizer: Espera, ‘inda há homens, vê com bons actos!

Assim, já no termo da viagem com este meu mal,
Descobri – Um milagre— n’um quarto d’um hospital,
Que a AMIZADE existe genuína no AMIGO MATOS!

Nelson Fontes Carvalho
BELVERDE == AMORA
XXVI == MMVIII

Comentários

Comentários(25) »

  1. A Dor da Memória
    Luiz Domingos de Luna
    www.revistaaurora.com

    Em uma história,
    Que foi tão florida,
    De vida vivida,
    Saudosa memória,
    Foste à mãe que alimentou
    O retrato que estou,
    A tristeza que aflora,
    Pudesse aurora,
    Contemplar novamente
    Regar a semente
    Da sombra frondosa
    Untados nós somos
    No mesmo ideal,
    Qual foi o pecado
    Que nós cometemos,
    Um paraíso tão lindo,
    Tinha Adão tinha Eva
    Tinha serpente, estrela azulada,
    Tinha perfume, tinha luz,
    Tinha água, tinha alma,
    Porque me seduz,
    Está-se nu no infinito,
    O nosso grito,
    Já foi quebrado,
    De um tempo passado
    Que vive com glória,
    Martela e sufoca
    A minha memória
    Qual foi o meu erro
    De um martírio doentio,
    Acendi o pavio,
    Do espertalhão
    Sem tela, sem cor,
    Sem brilho, sem luz,
    Sem agora.
    Mataste a aurora
    Do meu Coração.

    Luiz Domingos de Luna | 28-05-2008 - 23:22:15 GMT 1 #

  2. Utopia
    Luiz Domingos de Luna
    www.revistaaurora.com

    Voa, voa pensamento,

    Buscai nos confins do infinito

    A fórmula mágica do grito

    A existência em processamento

    Não entregues aos seres humanos

    Senão seremos destruídos

    Pois o comprado será vendido

    E O dado vai para o desmando

    O Contrato social agonizado

    O planeta sendo destruído

    O Mundo a cada dia um gemido

    O crime está bem organizado

    Os valores nobres esfarelados

    Vida competição acirrada

    Egoísmo chama clareada

    Fraternidade e igualdade

    de lado ou sem lados?

    Penetrai nos umbrais e traga a foto

    Da reconstrução da massa humana

    Da fortaleza social, força que emana

    A liga sem transtorno ou terremoto

    Para que inteligência abrasada?

    De um mundo todo corroído

    Um tecido social dolorido

    A convivência fracassada

    Poderei sonhar com mundo livre

    As crianças em plena diversão

    Não somos enlatados, nem brasão

    Da vitória do livre-se, para ser livre

    Trazei a fórmula do infinito

    A foto revelada ao só momento

    O gráfico livre do pensamento

    A geografia da paz habitada

    Seres humanos de luz!

    Uma era que começou

    Uma história que não parou

    Um sonho, acordou, - sim

    Somente? não – como?

    Só a mente.”

    Luiz Domingos de Luna | 28-05-2008 - 23:26:00 GMT 1 #

  3. O Tempo

    Luiz Domingos de Luna
    www.revistaaurora.com

    Em um canto caído
    O mundo a girar
    A vida a passar
    Encantos sofridos

    Corpos envelhecidos
    Suaves serenatas
    Existência ingrata
    Onde queres chegar?

    Pisando a paisagem
    Em uma passagem
    Sempre a moldar
    Com sua influencia
    Queima a paciência
    Quem vai desvendar?

    Um novo dia
    O sol já raiou
    O momento passou
    Não vai mais voltar

    Do silêncio ao ruído
    Num canto perdido
    Do universo a girar
    Vai-se perguntando
    Cantando ou chorando
    Onde queres chegar?

    Dor desmedida
    Dúvida da vida
    De o mar serenar
    Ficou a história
    Em nossa memória
    Teima em passar

    Luiz Domingos de Luna | 28-05-2008 - 23:29:48 GMT 1 #

  4. O Tempo

    Luiz Domingos de Luna
    www.revistaaurora.com

    Em um canto caído
    O mundo a girar
    A vida a passar
    Encantos sofridos

    Corpos envelhecidos
    Suaves serenatas
    Existência ingrata
    Onde queres chegar?

    Pisando a paisagem
    Em uma passagem
    Sempre a moldar
    Com sua influencia
    Queima a paciência
    Quem vai desvendar?

    Um novo dia
    O sol já raiou
    O momento passou
    Não vai mais voltar

    Do silêncio ao ruído
    Num canto perdido
    Do universo a girar
    Vai-se perguntando
    Cantando ou chorando
    Onde queres chegar?

    Dor desmedida
    Dúvida da vida
    De o mar serenar
    Ficou a história
    Em nossa memória
    Teima em passar

    Luiz Domingos de Luna | 28-05-2008 - 23:30:21 GMT 1 #

  5. O Tempo

    Luiz Domingos de Luna
    www.revistaaurora.com

    Em um canto caído
    O mundo a girar
    A vida a passar
    Encantos sofridos

    Corpos envelhecidos
    Suaves serenatas
    Existência ingrata
    Onde queres chegar?

    Pisando a paisagem
    Em uma passagem
    Sempre a moldar
    Com sua influencia
    Queima a paciência
    Quem vai desvendar?

    Um novo dia
    O sol já raiou
    O momento passou
    Não vai mais voltar

    Do silêncio ao ruído
    Num canto perdido
    Do universo a girar
    Vai-se perguntando
    Cantando ou chorando
    Onde queres chegar?

    Dor desmedida
    Dúvida da vida
    De o mar serenar
    Ficou a história
    Em nossa memória
    Teima em passar

    Luiz Domingos de Luna | 28-05-2008 - 23:30:27 GMT 1 #

  6. Planeta que chora
    Luiz Domingos de Luna

    Reflito sobre a vida
    sobre o mundo rotativo
    do universo exuberante
    da beleza do ser pensante
    do mundo mágico criativo
    É o solo, é a existência roída
    de um planeta que chora, exaurido.
    De uma fumaça de gás cumprimido
    De um berço que faz sentido.
    De uma paisagem destruida
    que teimo em desfrutar
    a reta um ponto vai ficar
    o fim, o começo a externar
    O espaço a gritar
    O ambiente somente?
    A água ?
    A selva?
    O mar ?
    E nós humanos ?
    O planeta chora
    A inteligência ignora?
    Onde iremos morar?
    sem terra, sem piso, sem ar
    sem fogo, sem água, sem mar?
    por que a poluição ?
    o farelo da destruição
    O lixo cultural ?
    O rio é um esgoto
    O mar está morto
    O ar é aborto
    de quem quer abortar,
    assim, volto ao pó
    não tem reciclagem
    é uma viagem,
    mas viajo só?

    Luiz Domingos de Luna | 28-05-2008 - 23:32:41 GMT 1 #

  7. A Dimensão da Curva.
    Luiz Domingos de Luna
    www.revistaaurora.com.br

    Ser simples como o vento
    Sem orgulho ou vaidade
    Sem presilha de saudade
    O fazer do talento

    Neste espaço
    A arte derramada
    A humanidade untada
    A mansidão do aço

    DNA do pedaço
    Clone da existência
    Parada!!! Penitência
    Mel, fel, Melaço

    Teima rima
    Idéia quebrada
    Vida aviltada
    Polidez, Lima

    Floresta humana
    Paisagem social
    Ócio, diferente ou igual ?
    Vida que emana.

    Cadê vaidade ?
    Tua força jovial
    O Saldo é o sal
    Felicidade?
    Haja serotonina
    A cor do batom
    É quem dá o tom
    Da vida que começa ?
    Ou da que termina?

    Luiz Domingos de Luna | 28-05-2008 - 23:35:17 GMT 1 #

  8. O Poder
    Luiz Domingos de Luna
    www.revistaurora.com

    Força de ação
    Do bem ou do mal
    Ponto temporal
    Sociedade –Ligação

    Da visão conjunta
    O desenvolvimento
    Luz do talento
    Liga que betuma

    Da visão individual
    Dor que atormenta
    A sociedade lamenta
    O cheiro do mal

    Sem o deslumbre
    Compromisso na mão
    Povo, cidade, nação
    Sol, luz, vaga-lume

    Quando o ego se projeta
    Nasce o tirano
    Não existe humano
    Cinza que inquieta

    A sociedade agonizada
    Ferida cambaleante
    A certeza do errante
    Civilização estagnada

    O poder é entre
    Espaço tempo
    Luta a todo O Momento
    Entre, saia, sempre.

    Luiz Domingos de Luna | 31-05-2008 - 02:43:01 GMT 1 #

  9. Alma de Cupim

    Luiz Domingos de Luna
    www.revistaaurora.com.

    Adora a existência
    Contempla o natural
    O espaço sideral
    Inteligência da potência

    Muda a paisagem
    Destrói a natureza
    Maltrata a beleza
    Em qualquer passagem

    Dialética humana
    Constrói o artificial
    Dizima o natural
    Da fumaça que emana

    A construção de desertos
    Na alma impregnada
    Não pode sobrar nada
    Em campos abertos

    Qualquer jardim
    Deve ser venerado
    Aplaudido e aclamado
    Querendo o seu fim

    Luta demente
    Não tem beleza
    Não tem natureza
    Não tem jasmim

    Jardim da humanidade
    Todos têm direito
    Qual foi o defeito
    Todos defendiam
    Todos aplaudiam
    Não tem mais jardim
    Não tem mais culpado
    O tempo rolado
    Num mundo sem fim
    Corpo humano
    Alma de cupim.

    Luiz Domingos de Luna | 09-06-2008 - 00:47:38 GMT 1 #

  10. Quem sabe? Se cada ser humano tivesse a oportunidade de passear pelo os confins do universo gelado, os homens não poderiam se tornar humanos de verdade.

    Passeio Cósmico

    Luiz Domingos de Luna
    www.revistaaurora.com

    Entre galáxias quentes
    Quasares gigantes
    Tudo tão distante
    É tão diferente

    Não tem gravidade
    É uma queda de gênio
    Não tem oxigênio
    Estranha suavidade

    O terror da matéria
    Viva atrevida
    Não tem vida
    Do humano a miséria

    Não tem cultura
    Luz escuridão
    Alma em aflição
    É somente tortura

    O medo grita
    O silêncio calado
    No mundo gelado
    Sem terra e guarita

    Há anos, ativo.
    Vejo um ponto
    Pare uma foto.
    E ali que vivo

    Um traço obscuro
    Não parece uma bola
    A câmera giratória
    A terra procuro

    Perdido no infinito
    Leva-me de volta
    De tanta viravolta
    Sinto-me perdido

    Que tal existência
    Aonde vai me levar
    Onde queres chegar
    Só vejo a ausência

    Nos confins um grito
    Não sei decifrar
    Mas vou escutar
    E assim repito

    Um barulho estranho
    Parece um cano
    A água derramar
    Cadê gravidade
    A tua humanidade
    Para poder parar

    Vejo-me girando
    Eu mesmo falando
    Onde vamos chegar
    Tudo é mistério
    Grande interrogação
    È poder da matéria
    Ou da criação?

    Luiz Domingos de Luna | 15-06-2008 - 04:05:00 GMT 1 #

  11. Universo Paralelo
    Luiz Domingos de Luna
    www.revistaaurora.com

    No palco da existência
    Bilhões de combinações
    Infinitas proporções
    Da matéria a essência

    O Universo unificado
    Longe da imaginação
    Entrar numa prisão
    Por tempo determinado

    Matéria não adaptada
    A um tempo a correr
    Na dependência sofrer
    Corpo, a vida deixada.

    É uma ida, uma volta.
    É o estar, é o ser.
    É o Poder, é o ter.
    É uma reviravolta?

    Entra numa dimensão
    Do tudo - do nada nasce
    É apenas um disfarce
    Do nada, a terra, o chão.

    É uma magia encantadora
    Toda carne é morredoura
    Sem ela, a imortal
    Alma sonhadora
    Na vida a vagar.
    Uma compreensão
    Uma explicação
    Ninguém quer falar
    Quem pode entender esta seta
    Que a história inquieta
    Teima em voltar

    Luiz Domingos de Luna | 19-06-2008 - 03:17:54 GMT 1 #

  12. Mundo Global

    Luiz Domingos de Luna

    Sinto-me confortado
    Postando minhas poesias
    Uma oportunidade a cada dia
    Neste mundo globalizado
    Contrato bem firmado
    A comunicação presente
    Pessoa, cidadão - Gente.
    Conhecimento pulverizado
    Imprensa solidificada
    A informação percorre o planeta
    Girando o globo como uma carrapeta
    Num estado a demarcar fronteiras
    Em parceria, em fileiras.
    A humanidade está segura
    A democracia empurra
    Para o mundo libertar
    Uma existência que teima em
    Chocar, a beleza do ser humano.
    Ao espaço contemplar
    Fonte: http://oglobo.globo.com/servicos/blog/comentarios.asp?t=nosso_planeta&cod_Post=108198

    Luiz Domingos de Luna | 27-06-2008 - 23:30:38 GMT 1 #

  13. 'Aos Seres Humanos
    Luiz Domingos de Luna
    www.meninodeusaurora.com

    Quebrando correntes

    No tempo a passar

    Mistérios a desvendar

    A todo o momento

    Se tudo fosse diferente

    Teria o ser humano

    O pensar, um plano.

    Da existência presente

    Que show arriscado

    De um palco sem fim

    O infinito vem a mim

    Ou já foi programado

    Tanta existência

    Quem vai usufruir

    O tempo destruir

    Ou há consistência

    A Vida acompanha

    As etapas da curva

    Existe uma luva

    De potência tamanha

    Controlar o processo

    De toda imensidão

    É plenitude da razão

    Ou pensamento, ao inverso.

    É do ser humano obrigação

    Conhecer todo o infinito

    Ou existe um conflito

    Buscando interrogação?

    Já não é chegado

    A hora de saber

    Do universo o porquê ?

    Na existência - postado.'"

    Luiz Domingos de Luna | 01-07-2008 - 17:13:22 GMT 1 #

  14. A Emancipação da Tigresinha

    Luiz Domingos de Luna
    http://www.revistaaurora.com

    Na caverna do grito
    A pura opressão
    À serviço do cão
    Vida em conflito

    Corrente de aço
    Freio da civilização
    Da beleza – a punição
    Da suavidade - o pedaço

    Poder de coação
    Infligindo ao belo
    Um mundo em farelo
    Não tem emoção

    Força da maldade
    Criaste a ferida
    A gaiola trazida
    Leveza sem liberdade

    Passiva e paciente
    Um mundo a voar
    Na tela a quebrar
    A emoção consciente

    Planeta continuado
    Ao futuro povoar
    Nos grilhões a chorar
    O caminho trincado

    Semente da preservação
    Maltratada e dolorida
    Julgada e oprimida
    Não tem solução

    A Lutar no tempo
    Vencer o preconceito
    Um simples direito
    No véu do tormento

    Casas e guerras
    Que nunca termina
    Luta genuína
    O silêncio encerra

    Abri sutileza – a mordaça
    Deixa passar
    Precisa caminhar
    Liberdade da fumaça

    A dona do tempo
    Forma nova geração
    Para que opressão
    Tigresinha – O momento

    Luiz Domingos de Luna | 04-07-2008 - 16:44:26 GMT 1 #

  15. Entre Colunas

    Luiz Domingos de Luna
    http://www. Revistaaurora.com

    Entre nascimento e morte
    Pego o meu passaporte
    Numa vida a bailar
    Dos dois pontos faço linha
    Numa estrada que caminha
    Na sorte ou no azar
    Entre colunas eu fico
    Sempre a caminhar
    Não pode ter acidente
    Senão quebra a corrente
    Já não posso respirar
    Uma reta esticada
    Cada passo, uma pisada
    Tenho que controlar
    Não posso sair do prumo
    Ou então um tombo
    Para me derrubar
    Do útero para cova
    Uma vida se renova
    Cheirando interrogação
    No meio das ampulhetas
    Viro pó, sombra e chão.
    Ou larva de borboleta
    Uma vida nova nasce
    É uma transformação ?
    fonte:http://mesquita.blog.br/luiz-domingos-de-luna

    Luiz Domingos de Luna | 04-07-2008 - 16:46:00 GMT 1 #

  16. Nome: Luiz Domingos de Luna - 15/7/2008 - 11:58
    Sou grato a quem acessa este site:http://oglobo.globo.com/servicos/blog/comentarios.asp?t=nosso_planeta&cod_Post=108198 e posta minhas poesias neste espaço, pois a verdadeira amizade espiritual é aquela que une a massa humana no bem estar da coletividade, pois, se recebemos um mundo injusto não é justo repassá-lo para as as futuras gerações. Os seres humanos são muito atrelados ao espaço físico corporal, não sabem estes, que sem este corpo mortal, seríamos eternos na magia espiritual que está no "toque" de construir a epistemologia genética da humanidade.-Sem contato, Conto com você, caro leitor, na difusão de meus trabalhos literários.

    Luiz Domingos de Luna | 15-07-2008 - 17:30:42 GMT 1 #

  17. Palco Iluminado
    Luiz Domingos de Luna
    www.revistaaurora.com

    Em cada sonho uma fantasia
    Que percorre o pensar
    No momento a gritar
    Força que extasia

    Girando no encanto da vida
    Um gesto nobre propicia
    Na luz que irradia
    O instante eterno se fia

    O cenário todo florido
    Uma paisagem a contemplar
    Um universo a pensar
    No tempo um fluido

    Que teima em derramar
    Gotas de um sereno
    Um incenso ameno
    A existência contagiar

    Interação perfeita
    Arquitetura social
    Beleza natural
    Obra prima feita

    Cada ser é arquiteto
    Que a história aniquila
    É o sonho da vida
    Inacabado um projeto

    Um projeto inacabado
    Que falta ser decifrado
    Ou um palco iluminado
    Explicação buscando?

    Luiz Domingos de Luna | 18-07-2008 - 17:03:12 GMT 1 #

  18. Espaço de luz!
    Luiz Domingos de Luna

    Uma idéia nasceu
    Percorreu o espaço
    Sinto o que faço
    Já não sou eu

    A obra que rola
    Na esfera social
    No arremate final
    Parece uma bola

    Cada chute uma pancada
    -O Público já analisou
    Pois, ele é sempre o senhor.
    Da obra que foi criada.

    Estrada corrente de dor
    Cada letra uma pisada
    Toda linha esmagada
    Na lógica do leitor

    O Conjunto é uma esfera
    De vértice quebrado
    Ou tem giro acelerado
    Ou o motor emperra

    Passar no crivo social
    Num filtro bem condensado
    Na página, tela, lixo ou lado.
    O Poema tem seu final.

    Luiz Domingos de Luna | 26-07-2008 - 16:26:09 GMT 1 #

  19. Alma Ferida
    Luiz Domingos de Luna

    Na Caminhada dos passos
    Resistência de um intelecto
    A Dor de um martírio incerto
    O barulho do tempo espaço

    No asfalto rastejando ofegante
    Fome, dor, tristeza e cansaço.
    Tem que nervo de aço
    Para subir a rampa derrapante

    De repente um chute nas entranhas
    O Corpo o saco de pancadas
    A vida a um tempo aniquilada
    Pelo ódio brutal do tirano

    A Matéria toda esfarelada
    As carnes doloridas na estrada
    Cada murro uma queda abalada
    A dor da morte avizinhada

    A Carne morredoura fraquejante
    O Espírito um eterno vigilante
    Observa o corpo frágil ondulante
    O Olho não reconhece mais o atacante

    A Inércia empurra o corpo cambaleante
    A derrota da matéria castigada
    O Troféu do agressor é levantado
    Derrotaste a carne morredoura
    Mas a alma a sonhar encantadora
    Nos umbrais do tempo a gritar
    -Tenho que juntar este bagaço
    Humano e uma nova vida começar?

    Luiz Domingos de Luna | 31-07-2008 - 18:34:15 GMT 1 #

  20. A Miragem
    Luiz Domingos de Luna

    É muito fácil observar
    A presilha dos seres humanos
    Sentidos, prazeres, desenganos.
    Uma paisagem a embelezar

    Tudo parece um sonho
    Emoções sentimentos
    Um corpo lançado ao vento
    Na busca de um mundo risonho

    Cada um num carrossel a girar
    O filme da vida pontuando
    O Futuro ao presente ocupando
    O Passado a história registrar

    A maquina humana em movimento
    Os líquidos internos em plena ação
    Uma desordem que vai parar-Pena
    Deixar a cadeira, para outro ocupar.
    É um show com tempo determinado
    É Viver plenamente a emoção?
    É A razão e emoção conjuntamente
    Ou o grande parque da Ilusão ?
    Fonte:http://oglobo.globo.com/servicos/blog/comentarios.asp?t=nosso_planeta&cod_Post=108198

    Luiz Domingos de Luna | 04-08-2008 - 17:45:15 GMT 1 #

  21. Os bravos, os herois, são apenas aqueles que aprenderam ou venceram grandes batalhas, mais aqueles, sim que diuturnamente na faina do seutrabalho dedicado, procura ser uteis servindo a boa causa e os bons propositos. As poesias do ilustre professor Luiz domingos de Luna tem um colorido real, para os que leêm suas poesias. Sem ele as poesias e as mensagens não teriam o brilho do amanhecer que pecorre vários jornais e revistas do país. Parabens!

    Francisco das Chagas de Figueiredo | 05-08-2008 - 04:10:07 GMT 1 #

  22. A Busca

    Luiz Domingos de Luna
    www.revistaaurora.com

    A Alma humana a buscar
    A todo e qualquer momento
    É uma força ou um sentimento
    Que nunca pode parar

    É incrível o aprimoramento
    Que precisa aprimorar
    O pensamento a vagar
    Em um novo firmamento

    Seja qual for à maneira
    Tem que modificar
    Pois está no DNA
    É uma seqüência inteira

    Tudo a repensar
    Nada está concluído
    É como um fluido
    Em constante derramar

    Talvez o eixo da dúvida
    Esta procura, enfim.
    Nada tem um fim
    É o sentido da vida

    Parar um instante
    Isso nem pensar
    A busca sempre a buscar
    É uma corrente andante.
    Aonde vamos chegar?

    Luiz Domingos de Luna | 11-08-2008 - 23:44:54 GMT 1 #

  23. Gostaria de Agradecer ao grande Intelectual e poeta Português Nelson Fontes, peço a Deus a recuperação de sua saúde, o qual me ofereceu este espaço nobre dos que fazem a literatura na terra lusitana, ao tempo em que no Brasil, mais precisamente no Estado do Ceará, agradecer ao brilhante educador da terra alencarina o professor Francisco das Chagas de Fiqueiredo, Editor e Redator da Revista. {Monsenhor Vicente Bezerra em Movimento}. Uma revista que além do painel gráfico maravilhoso trata de uma casa de ensino que há mais de 80 anos educa o povo de uma pequena cidade do cariri cearense, Aurora. Que tive a oportunidade de nascer neste chão maravilhoso.
    Amigo Nelson, quanto a publicação de minhas poesias na terra de Luiz Vaz de Camões, depois de uma longa reflexão achei por bem, esperar, pois ainda considero minhas poesias fracas para bailar em Portugal. Porém fiquei muito feliz pela sua iniciativa.
    Atualmente estou postando no overmundo, estou satisfeito, pois sempre tem o retorno, críticas e análises dos grandes poetas brasileiros.
    minhas poesias estão a disposição também na web
    Peço desculpas ao povo de Portugal pela minha interrupção abrupta da sequência poética, porém acredito que foi por um bom motivo.
    Brava Europa, Linda Portugal! por continuar lendo e problematizando os meus trabalhos.O Que para mim, podem ter certeza é uma grande honra e prazer
    Atenciosamente,
    Luiz Domingos de Luna,
    Humanizado o mundo pela poesia.
    Buscar na web, tudo pelo engrandecimento da epistemologia genética da humanidade - Luiz Domingos de Luna -
    Peço desculpas ao público lusitano, Praza Deus em breve estarei postando novas poesias " navegar é preciso, viver não é preciso"
    Escrever para o povo português é sempre conservar um pedacinho da alma daquele que fez a carta de nascimento do Brasil Pero Vaz Caminha.
    Sou grato ao povo portugês por gostar de minha humildes obras literárias.
    Nelson, quando da sua recuperação gostaria que se possível postasse no blog mais visitado de portugal criando poesia -Poesias literárias -Luiz Domingos de Luna, pois aqui no Brasil, às vezes tenho dificuldade de encontrar a sua página, talvez devido o inúmero acesso por parte do povo português.
    Do Amigo de sempre.
    Luiz Domingos de Luna

    Luiz Domingos de Luna | 12-08-2008 - 00:34:12 GMT 1 #

  24. Aurora, uma janela para o céu

    Luiz Domingos de Luna
    www.revistaaurora.com

    Pedi permissão ao tempo
    Nas asas do pensamento
    Voando vai minha ilusão
    Pelos caminhos obscuros

    Da minha história esquecida
    Momentos de vida vivida
    Na mais linda sedução,
    Pois ainda em tenra idade

    Deixei minha cidade na construção do meu futuro,
    Sonhei, lutei, na selva humana,
    ganhei o meu troféu de herói,
    construi minha cabana tenho o meu transporte
    meu trabalho é o suporte da minha vitória suada,

    Neste pais eu andei, ralar como eu ralei, lutar como eu lutei dia e noite, noite e dia, busquei no íntimo de minha alma, a estabilidade sonhada
    Na poeira de uma estrada que ainda hoje percorro.
    Hoje vivo nas metrópoles, nos mais diversos lugares,

    Adquiri meu espaço com a força da determinação do aço,
    Já me vi em pedaços, mas hoje a minha força é a vitória do que faço.
    Consegui o que queria numa luta bem renhida,
    Luta que se renova no amanhecer a cada dia.

    Sou um aurorense firme, tenho a minha própria história
    Na janela da memória vivo a minha própria emoção
    Em ver minha querida cidade respirar o hálito oxigenado,
    Que ao mundo me trouxe a luz, na grandeza do momento,

    Em meu apartamento a lembrança me seduz,
    Do rio salgado, as cachoeiras, na beleza de nossa feira,
    Do caldo de cana ao aluar, da tapioca ao beiju
    Do melaço da rapadura ao canto do sabiá,

    Naquelas noites estreladas os fogos, reisado,
    O apito do trem, as missas bem demoradas,
    As renovações bem tiradas, as serenatas cantadas.
    De manhã a passarada num canto de louvação.

    Aquelas horas batidas no sino bem compassado, era sinal de finados,
    Ou o repique tocado de um anjinho que ao céu subiu,
    Todos para a ABA numa inocência fecunda
    Tinha quadrilha, arrasta pé, ao som de uma vitrola, era uma festa junina,

    Tinha bandeira, tinha roça, tinha quermesse, e quadrilha, broa de milho, quebra-queixo, pão de ló, tinha desfile.
    Nesta janela, eu vivo o tempo que não passou, pois ser aurorense é preservar a sua história.

    Guardar no canto da memória o seu lindo e singelo amor,
    Um amor a toda hora, que em todos nós aflora o cheiro forte e polido

    Fonte:http://www.folhadocariri.com.br/colunas/JoseEdson.htm

    Luiz Domingos de Luna | 12-08-2008 - 17:30:25 GMT 1 #

  25. A Construção do Eu

    Luiz Domingos de Luna
    www.revistaaurora.com

    A cada dose um contentamento
    De uma vida a apreciar
    Numa escala a determinar
    O tipo de comportamento

    Uns a forma o juramento
    Outros a matéria a clamar
    E os da alma a cantar
    A voz do ego o pensamento

    São corpos dobrados ao vento
    Na dimensão do espaço
    O intelecto de aço
    A fazer questionamento

    Um mundo a semente
    Sem depender da paisagem
    É sempre uma passagem
    Do corpo, alma e mente.

    Qual vetor determinante
    Dos três fragmentos
    Uma vida de argumentos
    Na matéria, o mundo dominante.

    São vidas alinhamentos
    Em linhas determinadas
    Cada qual em sua estrada
    O Viver a cada momento

    Ou tem que somar tudo
    Provar a dose em separado
    De um mundo agrupado
    A cada gosto um fel dobrado
    Ou o brilho do mel achado
    De um novo ser em movimento.

    Luiz Domingos de Luna | 16-08-2008 - 04:01:16 GMT 1 #

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