VISITA À ALFAMA
Quando visito Lisboa meu fim é, Alfama
Adoro suas ruas, com seu velho casario,
Co’o típico carvoeiro, à porta co’o programa,
Ou beber um copo e, ouvir o fado vadio!
Ali houve uma casa de fados com fama,
Que no meu tempo passei noite e noites a fio,
Parei! Olhei! Recuei ao bom tempo que se ama,
Com “zorras”, ciúmes, brigas, era o desafio!
E, como seja uma viagem ao tempo distante,
Saudade, ferve entre o fado que sou amante,
Convidou-me quando passo n’aquele canto!...
Uma “tronga” me levou pra um canto da escada
Nisto um policia surgiu em flagrante à entrada,
Foi o lindo e bonito que ‘inda hoje lembro tanto!

Do Melhor
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