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Criando Poesia
Faço da vida um criar de Poesia

21/02/2008 GMT 1

O TEMPO Ó O TEMPO

nelsonfontes @ 09:58

O tempo passa veloz de corrida
Que todos julgam, não ver, doidice,
O tempo com tanta, tanta mexida,
Não dá tempo pra desfrutar a vida,
Acordamos, co’o tempo da velhice!

O tempo é o pior dos inimigos,
Com um raio d’acção nefando,
Pouco a pouco, temos os perigos,
Deixamos d’avistar os amigos,
Até são os piores do bando!

O tempo é como uma tempestade,
Deixa no sua pegada, sua marca,
Que fatalmente certa nos invade,
Ou seja, leva-nos a leda mocidade,
E, mais além as garras da Parca!

O tempo, sempre auto se proclama
Imparável em tudo à nossa volta,
Lentamente nos faz a dura cama,
Velhos, falta de saúde, é o programa
Que tantas blasfémias a gente solta!

O tempo passa, espera a maré,
Pra degolar nossas esp’ranças,
Empurrando-nos no balancé,
Que no fim dá-nos o tal pontapé
Ficamos sós tristes sem alianças!

O tempo é a prenda negra, amarga
No percurso veloz da nossa vida
Por vezes tem tão imensa carga,
Que a gente não pode nem a descarga,
A velhice chega não deixa saída!

No fim, o tempo nem diz adeus,
Pouco correcto, no seu fadário
Nós ou gozamos alguns jubileus,
Ou sim, caímos nos ganchos seus,
A amargurar nosso viver diário!

Quem possa o tempo bom, aproveite,
No trabalho, amor ou no sucesso,
Porque o tempo é um breve deleite,
Que gozado com método é, aceite
Talvez o bom tempo tenha regresso!

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