A NOSSA AMORA….
(…é amante que se adora)
Amigos:
QUANDO deus FEZ O Universo,
Com tudo que se vê, Fauna e flora,
N’um gesto mágico diverso,
Deu a beleza natural à AMORA!
Reparem, atentos à sua baia,
Quando enche em lua cheia,
Pasmamos com tanta magia,
Que o poeta mostra sua veia!
Tem o velhinho rio Judeu,
--Judeu? Talvez antiguidade---
Na sua foz alguém lhe deu,
A ponte, um nome: Liberdade!
Nas suas margens, já se nota
Arranjos que bem precisa,
Queremos ver a beleza janota,
Aspirar sua inefável brisa!
Aqui e ali vê-se recaldo,
Da faina d’azafama do mar,
Não foi não, trabalho baldo,
É bom estas coisas recordar!
Velhos tempos das, barcaças,
Pescar num mar sempre arisco,
Nem é bom lembrar as desgraças,
Pois a morte era maldito isco!
AMORA, suas belezas são naturais,
Em cada canto existe história,
Famílias nobres, ilustres, reais,
É de perseverar com vanglória!
Quem passa ao sul D’AMORA,
Encontra a Quinta da Princesa…
Hoje seu abandono apavora,,
Mas fala-nos ‘inda da nobreza!
É difícil descrever os encantos,
Desta AMORA que tão bela é,
Quem visita todos seus cantos,
Volta breve pelo mesmo pé!
Sua real e secular cozinha,
É um atractivo pitoresco,
Que fazem d’AMORA rainha,
De receitas com peixe fresco!
Visitem, pois esta cidade,
Apreciem de perto sua baia,
Voltam certamente, a saudade
Aqui vive há séc’los a Poesia !

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