DESTINOS
Quantas vezes trilhamos,agitados
Da vida cotidiana, duros caminhos,
Tantos, em busca d’esmolas e carinhos
Eu, cansado, procurando agrados!
Mas há quem tem, teve, bens dourados
Esses devem afagar os pobrezinhos,
Pois nasceram destinados a fracos ninhos,
São esses os tais humanos, fadados!
Andar de porta em porta, a pedir esmola
Um naco de pão, um escudo já o consola,
É, sua vida inquieta, por vezes drama!
Aqui e ali, s’aloja sob o arco da ponte,
Quando eu durmo sem que nada aponte,
O pedinte escolhe um jardim sua cama!

Do Melhor
Linkk
del.icio.us