PERENE É, O MUNDO
Perene será o mundo
Sempre com anomalias,
O pobre, pobre imundo,
O rico, rico d’aleivosias!
Aliás, será sempre assim,
Ó sim nisto é perene,
Que observo, sei, no fim
Não h+a quem o condene!
Uma catrefa de palhaços,
Co’o tal malabarismo,
Só dão largos abraços,
Com falso altruísmo!
O mundo será sempre isto,
Caos por toda a parte,
Tudo em nome de Mefisto;
Tudo em nome de Marte!
Há séc’los que assim é,
Perene com velhos inimigos,
Onde o amor já não tem fé,
De voltar aos tempos antigos!
Nisto será o caos constante,
A vingar o ódio à toa,
E o amor ao semelhante,
É fraco irreal, nem ecoa!
Fazem-se amistosas reuniões,
Congressos e, tudo mais,
Mas a guerra e fome nas nações,
Continuam factos reais!
O mundo é uma bola,
Que rebola em aperto,
Mas a guerra o atola,
Que jamais terá conserto!
Perene é e será o mundo
Será sempre com esse nome;
Crianças que lá no fundo
Ainda morrem de fome!

Do Melhor
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