ARREPENDIMENTO TARDIO.
Perco a noção do tempo e, do caminho
Que deixei pra trás, n’uma onda de saudades,
D’um passado recheado de necessidades;
D’um presente onde a velhice já espezinha!
Tudo passou sem pesar as oportunidades,
Que surgiram e, que na agarrei com carinho,
O tempo ajudou, por vezes no desalinho,
Que não logrei um punhado de verdades!
A vida é, isto, misto de tempo e orgulho,
Que cega, sem querer entramos no barulho,
Que mais tarde é que vimos todo efeito!
Então, ponho-me a pensar, meditabundo,
Meu Deus, fui sim, o maior asno do mundo,
Tive tudo à mercê e, não tirei proveito!

Do Melhor
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