MINERVAS
À MINHA DOLORES.
Minh’alma é presa de tua alma boa,
Oh! Meiga esposa que meu ser aclamas,
Às notas brandas que me dás falando,
Ao coração vão semelhando palmas!
Os teus conselhos, justos, calmos, fieis,
--Ternos pedidos que por vezes fazes—
Abrem-mos lábios, n’um sorrir contente
Pra ouvi-los doces, que não são falazes!
Ai! Minha filha, que teus beijos quentes,
Macios, puros, que outros iguais não tem,
Dão à minha vida a coragem toda
De que preciso para chegar animado além1
Toma estes veros e contigo guarda-os
D’um puro afecto a expressão sem par…
Agora ouve, chega de mim mais perto,
Sente este peito…que sereno arfar!...

Do Melhor
Linkk
del.icio.us