A OLIVEIRA DO MEU PÁTIO
Lá na aldeia)
Oliveira velhinha, oh! Árvore qu’rida,
Terna visão de minha infância amena!
Em cuja sombra, qual pulcra falena,
Brinquei risonho na manhã da vida!
Embora tão velhinha e tão batida,
Pelo tempo lobal, que não tem pena,
Vejo-te ainda robusta e serena,
Dando frutos e a sombra boa, devida!
Tu sempre nova, e eu sempre sofrendo,
Tu acolhendo os pardais nos teus ramos,
Eu em meu peito as penas acolhendo!
Sim, que contraste, oh, velha companheira!
Tu sempre viçosa, qual mos encontramos,
Eu já nevando a dourada cabeleira!

Do Melhor
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