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Criando Poesia
Faço da vida um criar de Poesia

25/10/2007 GMT 1

A OLIVEIRA DO MEU PÁTIO

nelsonfontes @ 10:39

Lá na aldeia)
Oliveira velhinha, oh! Árvore qu’rida,
Terna visão de minha infância amena!
Em cuja sombra, qual pulcra falena,
Brinquei risonho na manhã da vida!

Embora tão velhinha e tão batida,
Pelo tempo lobal, que não tem pena,
Vejo-te ainda robusta e serena,
Dando frutos e a sombra boa, devida!

Tu sempre nova, e eu sempre sofrendo,
Tu acolhendo os pardais nos teus ramos,
Eu em meu peito as penas acolhendo!

Sim, que contraste, oh, velha companheira!
Tu sempre viçosa, qual mos encontramos,
Eu já nevando a dourada cabeleira!

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