O VELHO.
Só, entregue à solidão lá anda apático,
De rua em rua, entra autómato na taberna,
Pra olvidar o passado, hoje ninguém o governa,
Bebe um copo e, acaba por ficar fleumático!
Tanto se lhe dá, não tem qualquer palavra terna,
Em casa seu velho canito acolhe-o simpático,
Mas isso não lhe chega, afunda-se sorumbático,
Pois vê, a situação agrava-se lá na caverna!
Vive de lembranças, saudades, com o seu “mimoso”
É o único ser vivo que lhe dá algum gozo,
Porque na rua é ser vivo, que ninguém lhe liga!...
Outrora foi Senhor, tinha loas e excelência,
Agora velho nada tem, nem pra ele paciência,
Que triste ser velho sem ter uma frase amiga?...

Do Melhor
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del.icio.us
Olá. Nelson,
Teus poemas vibram como a vida que brota nas fontes do teu ser.
Gaya Rasia - Brasil
Gaya.rasia@hotmail.com
Gaya Rasia | 30-10-2007 - 00:13:16 GMT 1 #
ola nelson as sua poesias tem- me servido como uma fonte de inspiração
embora vivamos em uma distancia muito grande como o sol da terra, quero escrever poesia mais não sei por onde começar. Preciso da sua opinião
Antonio Pereira Joao | 02-04-2008 - 20:03:05 GMT 1 #