EM DIA DE FINADOS
(2de Novembro 2007)
Dobram fúnebres os sinos,
Pela atmosfera calma!
Junto à sombra dos ciprestes,
Eu sinto triste minh’alma!
É o dia dos finados
Que foram estremecidos;
Quantos ais, quantos soluços
No dia dos esquecidos!
Um pai, a irmã ou filha,
A mulher que idolatramos,
Entes a quem mais queríamos
Aqueles por quem choramos!
De todos nos recordamos,
Mas já é pó das ossadas,
Não pode ouvir nossos ais,
N’aquelas tristes moradas!
Ouvem-se as preces dos céus,
Entre os soluços e dores,
E, com lágrimas regadas,
As campas recebem flores!
Junto à sombra dos ciprestes,
Eu sinto triste minh’alma!
Dobram fúnebres os sinos
Pela atmosfera calma!
É um dia bem aborrecido,
Com recordações aos molhos,
Ao lembrar o ente querido,
Lacrimejam nossos olhos!

Do Melhor
Linkk
del.icio.us