AMIGOS! AMIGOS!...
Amigos? Tive muito, muitos, sei lá quantos,
Nas mais diversas ocasiões, até foram bravos,
Talvez por amizade, talvez pelos centavos,
Apareciam, não importa, julguei-os, santos!
Assim, comecei cedo a vê-los em todos cantos,
Eram os primeiros, omnipresentes, escravos,
Of’reciam mimos como fosse néctar em favos,
Que m’embriagavam com tamanhos encantos!
Mas um dia a roda desandou, oh! Sorte mofina,
De súbdito, vi-me triste em baixo, ruína,
Deixou d’haver os grandes principescos bodos!...
Então pude ver essa cambada de piranhas,
Como já não era Pluto, nada tinha nas entranhas,
Vi espantado como ligeiros fugiram todos!

Do Melhor
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