A ROSA DAQUELA RUA!
Passei pela ROSA na viela,
Outro dia à tardinha, ao sol pôr,
Meus olhos foram atrás dela,
Até ela depois vir à janela,
Que ali fiquei preso de amor!
Assim começou aquele passeio,
Sem pré à viela suja, estreitinha,
Pra admirar da ROSA o meneio,
Do seu belo corpo cheio, cheio
De graciosidade da sua linha!
Tinha garbo. Talvez excessivo,
Que a tornava deveras vaidosa,
Deusa? Sereia? Oh! Tinha motivo
Que passar ali não me esquivo,
Pra ver um rosa chamada ROSA!
Na rua, a donzela tinha fama
Ser dif’rente, quiçá, em pessoa
Que o bairro típico d’Alfama
Com orgulho sincero lhe chama
A ROSA das rosas de Lisboa!...
Uma ROSA tem sempre espinhos,
E segundo na viela se conta,
A ROSA teve outros caminhos,
Até há quem diga...desalinhos
Com paixões de certa monta!..
Embora de sonho, seu sorriso,
Não o despendia, não, a qualquer
A vida talvez lhe desse aviso,
Apesar da beleza é, preciso juízo,
Pra dignificar bem a mulher!...

Do Melhor
Linkk
del.icio.us