MONÓLOGO TARDIO
A vida! Nenhum de nós lhe dá o justo valor,
Quando jovens, tudo se resolve, nada abala
É levitar sobre um jardim que nos regala
Co’as mulheres, somos a abelha de flor em flor1
O que acontece displicente, fora da escala
Do ritmo da vida, é visto como mero temor,
Então os acidentes ou sucessos no amor,
Não são levados a sério, a força embala!
Mas o tempo passa ligeiro; é, já na descida,
Olha pra trás, vê, amargo os degraus da vida,
E nota, cãs, rugas, doenças e, tudo o aborrece…
Então, é que compreende as falhas que fez,
Retira-se do circulo na mais triste viuvez,
E diz, já tarde, com saudade:--Oh! Se eu soubesse!...

Do Melhor
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