DOR CONSTANTE.
À minha querida Mãe, recordando!
Que aflição, ó minha Mãe, p’ra sempre ausente,
Na cova funda em mortalha leve de renda,
Corpo caro entregue a vermes; visão tremenda,
Não me convenço, Mãe, tua sina devia ser dif’rente!
Após um par de anos tu sempre tão doente,
Deus acabou teu penar, até, quiçá, fosse prenda,
Mas não admiro, tu eras Mãe, com outra fazenda,
Eu te choro, chorarei, nesta campa tristemente!
Nada adianta! Não te dou vida! Mas imagino,
Tu andas por aqui à procura do teu menino,
P’ra o proteger com tua bondade materna!...
Descansa Mãe, minh’alma, esta ideia aprova,
Um dia, talvez breve, virei p’ra mesma cova,
Minha dor acabará junto de ti, na Paz eterna!

Do Melhor
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