DESPEDIDA DE EMIGRANTE
Agora passados estes VINTE CINCO ANOS,, penso
Prós e contras deste tempo de faina constante,
Longe da Pátria, lar, amigos, ó saudade cortante
Ninguém imagina, como foi triste, duro e denso!
Assim, foi-se a juventude, a pensar no incenso,
Pela casita sonhada, tudo faz o emigrante,
Porque na sua terra nunca ia mais adiante,
Se saiu, tinha que aproveitar o furo com senso1
Foram VINTE CINCO ANOS de trabalho insano,
Fazendo contas de multiplicar d’ano p’r’ano,
Já falta pouco! Se Deus quiser! Sinto-me exausto!
Mas hoje estou decidido, vou deixar enfim Munique,
Assoma a velhice, não quero despenhar-me a pique,
Veremos se consigo ter da vida algum fausto!...

Do Melhor
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