NA SOLIDÃO!...
Às vezes, quando só, penso na vida,
Escuto a voz do meu sentir, tristonho,
A vida é quase nada; é talvez sonho
Em que a dor sobretudo é mais sentida!
Se em todo meu passado os olhos ponho,
Em vão procuro o prazer; hora vivida
Que em mente ficasse esclarecida;
Um momento sequer, santo, risonho!
E nada ou quase nada. A vida corre
Ligeira e tristemente; é sempre assim
Pra todo que nasceu e até que morre.
Pensar! Sofrer1 Pra quê?! Então sorrio
Do próprio pensamento e até de mim.
Que vale o ser-se plangente, doentio?...

Do Melhor
Linkk
del.icio.us
Ao ‘Criador de Poesia’
SENHOR, eu é que agradeço
As belas palavras de apreço
Que me chegaram p’lo correio:
São pétalas de luz e asseio!
Saúdo também, não esqueço,
E virão mais (eu nem mereço)
Palavras, milagres do dia:
Domingo doura a Poesia.
Creia, só agora encontrei,
Pesquisei, em ‘sites’ naveguei:
Risonho olhar neste dia.
Mais na Sala d’Academia,
E guardo na chave de ouro,
Seus sonetos - novo tesouro.
Rosa Silva (“Azoriana”)
Azoriana | 12-08-2007 - 15:23:21 GMT 1 #
Uma correcção com efeitos na rima:
Onde se lê:
'Palavras, milagres do dia:
Domingo doura a Poesia.'
Deve ler-se:
'Palavras, milagres p'lo meio:
Domingo doura tudo, creio!'
As duas versões transmitem tudo de bom para este sonetista.
Cumprimentos terceirenses
Azoriana | 12-08-2007 - 15:42:20 GMT 1 #