AQUELA SERENATA
Versos d’amor! Fiz tantos que dediquei, galante
A certa donzela que vivia na minha rua,
Como era formosa tinha altivez de…”perua”
Nada lhe tocava n’alma doce, bastante!
Mas n’uma noite quente d’Abril, à luz da lua,
Resolvi fazer~lhe serenata daquelas, amante;
Ela lá surgiu à janela, entre as cortinas, cativante
Acenou, como quem diz: Continua, continua!
No outro dia, dediquei-lhe um doce poema,
Como vivia n’um rés-do-chão era este o sistema,
Meti-o na janela, entre as velhas persianas!
Que com surpresa foi aceite até com zelo,
Desde esse dia o namoro, não teve atropelo,
Pior, foi uma deusa contar um…doidivanas!

Do Melhor
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