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Criando Poesia
Faço da vida um criar de Poesia

14/07/2007 GMT 1

QUADRAS POPULARES

nelsonfontes @ 09:48

QUADRAS.

O sol quando nasce é pra todos
Diz o provérbio sabedor...
Mas o palácio do meu vizinho,
Não me deixa ver em redor!

Santo homem! O que tens?...
Quais são as longas penas?...
Deixa lá ladrar esses cães,
Ainda há alegrias amenas!

Santo homem! O que tens?..
Quais são teus sofrimentos?...
Ainda vão surgir parabéns,
Pra teus novos eventos!

Honras! Sorrisos em demasia,
Meu amigo, não t’iludas,
Olha que hoje em dia,
Inda se dá o beijo de judas!

Desconfia das ajudas,
Sem que peças, bem aberto,
Pensa que o beijo de judas,
Ainda há quem o dê esperto!

Anda o mundo em demanda,
Não há quem ponha a mão,
No fanatismo que o comanda,
Só pra guerra e não têm pão!

Escravo do seu aprumo,
O homem d’hoje só tem,
Olhos bem abertos pró sumo
Bem grande que tem o vintém!

Boa sorte lhe auguro,
No rumo da vida incerto,
Goze, goze porque o futuro,
É céu pouco descoberto!

Quatro palavras d’amor,
Ao ouvido d’uma mulher,
Podem ter muito valor,
Quem bem esperto souber!

Conheci meu amigo CHICO,
Além quando pedia na rua;
Herdou. Agora é muito rico,
Quando me avista, recua!

Mas como vive na grandeza,
Gasta, gasta sem avaliar,
Vai cair, com toda a certeza,
Depois vai-me encontrar!

Quem canta seu mal espanta,
Diz um velhinho anexim,
Mas dá-me um nó na garganta,
Negar beijinhos ao Joaquim!

Pelos teus olhos cor de céu,
Pelos teus cabelos dourados,
Serei fiel escravo teu,
Até ao cem bem puxados!

Quem há que não deva amar-te
Assim com rosto tão lindo?...
É como levar um estandarte,
Abanar o que estou sentindo!

Amor de forma tão vária,
Que aparece ali à esquina…
Há tanta coisa contrária
Que marca sempre a nossa sina!

Não te quero para nada,
Digo sempre com meus botões,
Mas se partes, ó alma penada,
Sou um mar de aflições!

Quando t’encontro na rua,
Ó minha prenda adorada,
Nem adivinhas o que se acentua,
Na minha mente enamorada!

Vem daí rapariga vem,
Não te posso esquecer,
Vamos ver minha mãe,
Que dirá o que fazer!

Parou por falta de vento,
Aquele barco, alem no mar,
É como meu pensamento,
Com a falta de teu olhar!

O mar que vejo além,
Agitado, fundo sem fim,
É como minha vida que tem
As ondas dentro de mim!

Já não sou quem era d’antes,
Nem nada que se pareça,
Meti-me com duas amantes,
Vejam, perdi mesmo a cabeça!

A mulher é a beleza humana,
Revista, correcta, ilustrada,
Que assim o homem engana,
Mesmo sem fazer mais nada!

A nossa casa é um altar,
Que se adora, que se deseja;
E se conjuga o verbo amar,
A toda aldeia causa inveja!

Saudades, tenho saudades,
Da minha pequena aldeia
Quando minhas futilidades,
Tinham sempre certa tareia!

No tempo os sonhos se vão,
Nesta apressada atitude:
Triste em imensa solidão,
A recordar a juventude!

Saudade, palavra pura,
Contem fel em grandes travos,
Quanto mais em nós dura,
Mais a vida tem agravos!

Nos dias tristes sombrios,
Com chuvadas abundantes,
É como nosso amor aos corropios,
--já não é como era dantes!

Com o tempo tudo se cura,
Diz o ditado com saber,
Não te vejo, que amargura,
O tempo só faz sofrer!

Uma mulher é um manjar,
Que me apetece dizer:
Que se come com um olhar,
Muito antes de se comer!

Jesus pregou a doutrina,
Pra que todos a recordem,
Mas os homens, triste sina,
A misturam com desordem!

Apesar de Zé-Ninguém
O pobre é digno de trato,
Não tem pão…nem tem vintém,
Mas sorri…como um gaiato!

As riquezas deste mundo,
Pra mim não têm valor…
Eu sou rica, aqui difundo,
Nos braços do meu amor!

Comentários

Um Comentário »

  1. Poeta!! :)

    E se estiver a ser difícil encontrar aquela palavra... há sempre o Poeta Vadio

    Poeta Vadio | 26-03-2008 - 20:25:14 GMT 1 #

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