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Criando Poesia
Faço da vida um criar de Poesia

12/07/2007 GMT 1

VISITA AO PARQUE MAYER

nelsonfontes @ 07:41

(1)
AMIGOS:
Aqui há dias fui almoçar a Lisboa de passeio,
Vagarosamente, desci saudoso a Avenida,
Quando jovem até fez parte da minha vida,
Em cada banco tive um caso terno d’enleio!

Assim, cheguei ao Parque Mayer ali ao meio,
Meu Deus, fiquei co’a alma desfeita, dorida,
O que outrora era folia, alegria desmedida,
Encontrei um triste local, morto, sem recreio!

Mas nisto, entre os escombros, lá d’um canto
Surgiu os fantasmas de Santana e salvador,
Soturnos, que me pareceu banhados em pranto!...

Era o pretexto triste superou meus assombros,
O seu lugar de trabalho estava um horror,
Os seus teatros eram teatro de escombros!

(2)
Um símbolo de décadas, ali estava em ruínas,
Tudo aquilo que outrora era permanente festa,
É agora, um cemitério, sim, pois é o que resta…
Ó meu querido Parque de tristeza nos dominas!

E, todo este abandono flagrante porquê?...
Esta falta de respeito, tem muitos significados,
Em trinta anos, governos inaptos estouvados,
Por má gestão deram cabo do Capitólio e A. B. C:

Nestes anos todos não resolveram o caso do Parque,
Porque a ambição e corrupção foi o embarque,
Que nunca chegaram a um bom entendimento!...

É, uma vergonha, ver tudo isto em LISBOA,
O teatro revista que era a nossa linda c’roa,
É um cancro onde a “grana” manda cem por cento!

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