ANSEIO NATURAL
Das margens dos meus desejos,
Só queria um bocado pequeno;
De todos os ínfimos sobejos,
Já chegava pra ter cortejos,
D’alegrias pra meu terreno!
Não sou um rabujento, revolto
Com a vida cheia de espinhos,
Vivo! Estou fixe! Vejo-me solto
Nunca mau a Deus a cara solto,
É ELE que dá e tira desalinhos!
De meus sonhos não quero um real
Que podia ser um caro sucesso,
Um pouco mais de sorte geral
Um nada mais sobre todo mal
Que me rala assim, tão possesso!
Restos dos sonhos eram bastante
Pra salvar a bruma em TI, Senhor
Por vezes vejo-me tão vacilante,
Com teu credo que é tão amante,
Mas vejo-me ateu, quase pecador1
Não quero que supere a fartura,
Todos nós somos filhos de Deus,
Até há quem a vida é mais dura,
Pra esses dá-lhe toda a ventura,
E, pra mim adoça os dilemas meus!

Do Melhor
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del.icio.us
A Emancipação da Tigresinha
Luiz Domingos de Luna
www.revistaaurora.com
Na caverna do grito
A pura opressão
À serviço do cão
Vida em conflito
Corrente de aço
Freio da civilização
Da beleza – a punição
Da suavidade - o pedaço
Poder de coação
Infligindo ao belo
Um mundo em farelo
Não tem emoção
Força da maldade
Criaste a ferida
A gaiola trazida
Leveza sem liberdade
Passiva e paciente
Um mundo a voar
Na tela a quebrar
A emoção consciente
Planeta continuado
Ao futuro povoar
Nos grilhões a chorar
O caminho trincado
Semente da preservação
Maltratada e dolorida
Julgada e oprimida
Não tem solução
A Lutar no tempo
Vencer o preconceito
Um simples direito
No véu do tormento
Casa e guerra
Que nunca termina
Luta genuína
O silêncio encerra
Abri sutileza – a mordaça
Deixa passar
Precisa caminhar
Liberdade da fumaça
A dona do tempo
Forma nova geração
Para que opressão
Tigresinha – O momento
Luiz Domingos de Luna | 27-05-2008 - 16:52:15 GMT 1 #