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Criando Poesia
Faço da vida um criar de Poesia

Categoria: Sonetos

08/05/2008 GMT 1

QUANDO O AMOR NASCE!...

nelsonfontes @ 13:38

O amor é sentimento que nasce em nós
Vário! Confuso, até mesmo imprevisível,
Quando envereda louco, quer o impossível,
Precisa, sem dúvida d’uma mélica voz!

Quando nasce é, insonte, meigo, sensível,
Sonhador, carregadinho, ‘inda d’outros pós,
Só ministrados ou satisfeitos quando sós
Se consegue enfim o “pecado” apetecível!

Quando irrompe, sob paixão é, complexo,
Indomável caprichoso só pensa no sexo,
Sem ver ou pensar nas consequências futuras!

Mas leitores sempre foi assim e, assim será,
O amor é fádico, sublime o melhor que há
Não se pode perder tão gostosas (a)venturas!

05/05/2008 GMT 1

A ALEGRIA DA POESIA

nelsonfontes @ 09:19

EU POESIA, tenho o divino privilégio,
Acompanhar sempre o amor e saudade em tudo;
Quantas vezes habilidoso ou sem estudo,
Às POESIA na poesia com florilégio!

…Que nos empolga, até com seu grato: acudo
Nos momentos plangentes como raio régio,
Só a POESIA pode ter este sortilégio,
Que qualquer trovador a tem como escudo!

POESIA, tu és fonte abundante de temas,
Que são inseridos em formosos poemas,
D’um ELO D’AMIGOS de nossa companhia!

Eu te bendigo, POESIA que m’acompanhas,
Pelo PORTO ALEGRE d’Amizades tamanhas,
Isto só pode ser de ÉRATO, musa da POESIA!

A ALMA DO SONETO

nelsonfontes @ 05:20

Adoro o soneto, bem feito, com bom recheio,
Filosofal, adagial, com tudo certo em cima;
O poeta tem sempre em mente a precisa rima,
Que agrada, até pode pasmar com seu floreio!

Bem burilado, o soneto tem selecta, estima,
Quando disseca o amor tem sempre devaneio,
Se é sua amada o êxtase tem galanteio,
Que aos nossos olhos temos uma obra-prima!

É por isto, e, tudo mais que cultivo o soneto,
Que procuro um bom final no ultimo terceto,
Que mostre mensagens com exemplar conceito!...

Não é fácil, mas quando é coisa que se ama,
Surge sempre a inspiração em grandiosa chama,
Que dá ao soneto alma, pra ter devido preito!

02/05/2008 GMT 1

O AMOR É..AMOR

nelsonfontes @ 08:49

O amor é…Graça e desgraça de grande efeito;
Morrer! Desmaiar! Viver! Sofrer, cair no fundo,
Pé-de-vento! Altivo! Terno, o enigma no mundo,
Louco! Simples! Insonte! Torto, até suspeito

Mortal! Teatral! Recto! Certo! Vagabundo!
Soturno! Mimoso! Fanático! Satisfeito!
Grave! Ditoso! Infame! Ávido ao seu jeito;
E, querer e, não querer mesmo quando é, imundo!

É beber licor por curare, sem medo ou apelo
É fraco quando é forte, é fogo quando é gelo
Quando deseja, promete, sem arredar o pé…

Atiradiço! Teimoso e, em todo lado cabe,
Mas, caros leitores, quem o tem, leal sabe
Muito mais, como maravilhoso qu’ele é!

01/05/2008 GMT 1

A ALMA DO SONETO

nelsonfontes @ 11:22

Adoro o soneto, bem feito, com bom recheio,
Filosofal, adagial, com tudo certo em cima;
O poeta tem sempre em mente a precisa rima,
Que agrada, até pode pasmar com seu floreio!

Bem burilado, o soneto tem selecta, estima,
Quando disseca o amor tem sempre devaneio,
Se é sua amada o êxtase tem galanteio,
Que aos nossos olhos temos uma obra-prima!

É por isto, e, tudo mais que cultivo o soneto,
Que procuro um bom final no ultimo terceto,
Que mostre mensagens com exemplar conceito!...

Não é fácil, mas quando é coisa que se ama,
Surge sempre a inspiração em grandiosa chama,
Que dá ao soneto alma, pra ter devido preito!

DEPOIS DA MORTE!...

nelsonfontes @ 11:14

Diz o povo ou, está escrito na escritura,
Que após a morte outra vida nos espera…
Verdade ou mentira, pra mim é, quimera,
Nunca ninguém veio cá dizer esta…travessura!

Eu não creio; morre-se é pó que nos espera,
Dizem, foi feita de barro a primeira criatura,
Se assim é, está certo, servimos de moldura,
Porque barro é terra, na sua condição austera!

A morte é o fim, talvez mistério por resolver,
O que se passa no além, ninguém sabe dizer,
Por mais que perscrutem é, intocável domínio…

Deus que fez o mundo, fez tudo isto perfeito,
Mesmo o fim do ser humano, é de seu direito,
Que tudo que sondarem não passa de vaticínio!

CONFIRMAÇÀO

nelsonfontes @ 10:58

À DOLORES

Ó meu amor, quantas vezes disse que te amo,
Que todo sucesso devo a ti, pleno d’efeito
Nada s’empreendeu sem que se pense direito,
Eis a conclusão que por todo lado aclamo!

Quando emigrantes, tu fostes o motor que chamo
De sensatez, de vontade, chegar ao sonho eleito,
A casa, o DOIS AMORES, com tudo, bom, perfeito,
Conseguido, graça a ti, firme, em bem firme ramo!

Se te amo? Ó, isso não se pergunta que se faça,
Todo meu ser, se junta, comunga ou abraça,
Com tuas ideias, sempre, com brilhantes planos!...

Se a história conta, mulheres nobres com linha,
Meu Deus, tu, querida Dolores tens sido rainha,
Do nosso reino, que reges com amor há tantos anos!

MANHÃS NO OUTONO

nelsonfontes @ 08:32

Quando a melancolia teima certa e, invade
Nestas manhãs negras da distante juventude,
Nada há de jovial, risonho que ajude,
A perfumar as lembranças da fénix mocidade!

Aquela mulher, bela, talvez difícil, rude;
Aquele grande amor na nossa tenra idade;
Aquele primeiro beijo, oh! Que saudade
São coisas presentes com tristeza ou virtude!

São as folhas tristes da nossa privacidade,
Ora com funda tristeza, ora com beatitude,
Que mexe nosso espírito como tempestade…

O Outono é assim, visita-nos amiúde
Uns dias mais outros menos é, esta virtude,
De sentir que os Outonos dão cabo da saúde!

30/04/2008 GMT 1

VOLTEI À MADRAGOA

nelsonfontes @ 17:09

Actualmente visito frequente Lisboa,
Os típicos bairros e todos seus velhos recantos,
Hoje, lá fui, pelas ruelas da Madragoa,
Onde s’ouvia o fado vadio por todos cantos.

Ali havia uma taberna com pinga boa,
Junto um bordel no tempo dos momentos ”santos”
Gerido por uma Formosíssima rascoa,
Que sabia bem do seu “serviço” com seus encantos!

A taberna? Ouvi dizer tinha fechado há anos,
Olhei atento, a “pinga boa” dos meus planos,
Ali estava, “pingava” saudade, e tristezas!

Dei dois passos a trás pra descobrir o lupanar,
Aquele rés-do-chão pude triste observar,
Era banco, que foi “banco” das minhas fraquezas!

MULHER É…MANJAR.

nelsonfontes @ 07:04

“A mulher é dos deuses um agradável pitéu”…
Escreveu Shakespaere, em manhã de primavera;
Mais além diz:--“Quando o diabo não as tempera”…
Que pensamos: Será rumo ou inferno ou Céu?...

Quanto a mim, toda mulher tem sempre venera,
Nasceu pra ser amada com prazer jubileu,
Merece que a cada passo se lhe tire o chapéu,
Por espalhar tanta volúpia por toda atmosfera!

Quando erra, nada de fofocas ao labéu,
Quem sabe o que se passou? Amor é o tal véu
Que por vezes topa na vida, que a fez megera!...

Por vezes até lhe chamam diabo ou escarcéu,
Caros leitores, co’a mulher não se deve ser réu,
Acaba sempre por ser mulher, doce e sincera!

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