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Criando Poesia
Faço da vida um criar de Poesia

Categoria: Sonetos

16/06/2008 GMT 1

UM MEIO EFICAZ

nelsonfontes @ 17:05

Existe uma regra de prolongar a vida,
É, nas ocasiões periclitantes ter Fé,
Que logo será muito melhor que hoje é,
Nada perdido, se a cabeça não está perdida!

Isto é saber que deve estar sempre de pé,
Quando a desfortuna afronta faz investida,
A coragem tem que ser forte, hábil, atrevida,
Coisas que a vida não dispensa a sua maré!

A arte de prolongar a vida, nisto se resume,
Fazer bem! Ser amigo! Adoçar o queixume,
Ver o espelho nos velhinhos à sua volta!

Dar um pouco do seu ânimo, riso e humor,
Isto é importante, talvez, seja este alor,
Pr’ajudar prolongar a vida da sua revolta!

15/06/2008 GMT 1

A CORRIDA DA VIDA

nelsonfontes @ 08:47

A vida vai rodando, sem remédio
De sanar este ou aquele problema,
Que surge, tantas vezes com emblema,
Entre o amor e esquecer, Jesus que tédio!

Ninguém consegue parar o tempo, rema
N’uma corrida que parece assédio,
Qu’envolve qualquer, seja grande ou médio
N’um rolar, parece pontual esquema!

Todos nós sabemos que é fiel assim,
Com investidas, e por vezes com motim
Que o tempo passa a rolar pela vida, traidor!

É como bola de neve rolando em forma,
A rolar pela montanha da vida sem norma,
Que se desfaz na velhice, saudade e dor!

O AMOR PLATÓNICO

nelsonfontes @ 08:34

(Um ilustre moralista alemão: Emanuel Wertheimer
Escreveu:” Há sim amor platónico, depois do casamento”

O amor acompanha o desejo e, vice-versa
Amor platónico que se fala não existe,
O homem com sua eterna agradável conversa,
Acaba por ser traído no fundo, não resiste!

Sua morfologia é assim, natural, diversa,
Co’a mulher é muito mais que está ali em riste,
Não se controla com sensualidade submersa,
Que passado tempo tem desfecho lindo ou triste!

O amor é, esquilo, pelo galho inverosímil,
Nunca cai, rápidas cabriolas são mais de mil,
Voa! Despenha-se, mas cai sempre em frágil rama!

O amor platónico é o esquilo, brinca inocente,
Quando se julga que cabriola, engana a gente,
Envolve-se com mais amor carnal que o inflama!

PROBLEMAS DA VIDA

nelsonfontes @ 08:11

A nossa vida é por vezes grande desordem
Que desequilibra nossos desejos e vontades,
Por mais que se administre, que se abordem
A solução tem sempre contrariedades!

Surge as doenças com problemas que mordem
Em tudo e, em tudo, logo põem certas grades,
Qu’espreitam ou põem um pouco de ordem,
Leva tempo ou deixa por vezes calamidades!

Assim, é a vida complicada quando desanda
Nesta vertente é ela, só ela que nos comanda,
Seja como seja, boa ou má, com força atleta!

A confusão da vida atestar nossa coragem,
Pra continuar um pouco mais além a viagem,
Com gana! Riso! Paz, pr’adoçar a chegar à meta!

PROBLEMAS DA VIDA
A nossa vida é por vezes grande desordem
Que desequilibra nossos desejos e vontades,
Por mais que se administre, que se abordem
A solução tem sempre contrariedades!

Surge as doenças com problemas que mordem
Em tudo e, em tudo, logo põem certas grades,
Qu’espreitam ou põem um pouco de ordem,
Leva tempo ou deixa por vezes calamidades!

Assim, é a vida complicada quando desanda
Nesta vertente é ela, só ela que nos comanda,
Seja como seja, boa ou má, com força atleta!

A confusão da vida atestar nossa coragem,
Pra continuar um pouco mais além a viagem,
Com gana! Riso! Paz, pr’adoçar a chegar à meta!

PROBLEMAS DA VIDA
A nossa vida é por vezes grande desordem
Que desequilibra nossos desejos e vontades,
Por mais que se administre, que se abordem
A solução tem sempre contrariedades!

Surge as doenças com problemas que mordem
Em tudo e, em tudo, logo põem certas grades,
Qu’espreitam ou põem um pouco de ordem,
Leva tempo ou deixa por vezes calamidades!

Assim, é a vida complicada quando desanda
Nesta vertente é ela, só ela que nos comanda,
Seja como seja, boa ou má, com força atleta!

A confusão da vida atestar nossa coragem,
Pra continuar um pouco mais além a viagem,
Com gana! Riso! Paz, pr’adoçar a chegar à meta!

11/05/2008 GMT 1

FALSAS AMIZADES

nelsonfontes @ 10:49

Pedaços d’amizades, foi o que tive a custo
Pela vida fora de tantos à minha volta,
Que julgavam qu’ eu era cego ou até à solta
Do meu sentimento que sei, ‘inda é augusto!

Catrefa de marotos com lisonjas com escolta,
Que em fundo da minh’alma causavam susto,
Ripostava por delicadeza d’homem justo,
Mal sabiam— ignorantes— à minha revolta!

Logrei alguns pedaços d’amizades aqui e ali,
Mas essas, leitores, foi co’o coração que escolhi,
Até algumas ainda se mantêm fiéis, bonitas…

Que guardo dos convívios, almoços e passeios,
Esses, são as’amizades que me dão asseios,
Porque as outras eram fruto de parasitas!

10/05/2008 GMT 1

A CASA PORTUGUESA.

nelsonfontes @ 18:00

A verdadeira casa portuguesa, alardeia
Forma típica, que dignifica nossa gente,
Branca! Telhado rústico; jardim à frente,
Cão que ladra no portal que o estranho receia

Ouvem-se vozes. Uma velhinha que docemente
Repreende o netinho ( ? ) que brinca n’areia
O melro, as galinhas cantam e fazem a casa cheia
Um quadro que qualquer pintor deseja em mente!

A casa portuguesa, prima, pelos adornos
Vasos com cravos; begónias, pátios com fornos,
Um cenário único, bem simples a compor...

A chaminé artística fumega bem acesa,
Que nos encanta, é bem a casa portuguesa,
Que se percebe, que rebenta de Paz e amor!

RECORDAÇÕES INTÍMAS.

nelsonfontes @ 15:39

Recordações! Quem as não tem pela vida fora?...
De menino! Escola! Dos mimos maternais!
Amores! Tropa! Amigos! Sei lá quem mais
Há sempre algo íntimo que se comemora!

Assim, guarda esses momentos especiais,
Com aquela mulher que o fez anda à nora,
Um desastre profundo que não se vai embora,
São recordações sempre presentes pontuais!

Mas há as lembranças agradáveis de criança,
Conselhos! Mimos! Beijos maternos de fiança,
Que são sempre tema no nosso viver diário!

São coisas certas, que se recordar com agrado,
É assim que nossa mãe está ao nosso lado,
Com recordações presentes no nosso horário!

09/05/2008 GMT 1

A IMPORTÃNCIA DO AMOR

nelsonfontes @ 08:28

O amor é a coisa mais marcante que existe,
Quando chega vem nimbada de todo fulgor,
Que nos transporta ao Céu com tudo ao dispor,
Que ninguém tente contrariar a tudo resiste!

É a primavera a chegar enfim, ao possuidor,
Com flores, dotes, mimos sem ver o despiste,
É a via-láctea que sempre sonhou e, consiste
Sentir-se rei d’um império superior!

Este amor irrompe pela primeira vez,
Quando nos apaixonamos com embriaguês,
Que nos alarma com actos gentis ou anormais…

Que se recorda pela vida fora eterno
Como perfume que na vida paira interno
Porque amor, amor, não se esquece jamais!

MULHER FORMOSA

nelsonfontes @ 08:10

Hoje na rua certa mulher passou por mim,
Com tal formosura que fiquei deveras perplexo,
Com tal graça que tive um gesto genuflexo.
Bem merecia leitores, nunca vi nada assim!

Sua figura feminina pedia, um amplexo
Ou outras ideias libidinosas, sem fim
Aquilo era flor? Deusa? Vénus? Querubim?...
Aquilo era a elegância no máximo reflexo!

Parei! Contemplei-a com olhar de…”Mastim”
Falando real com naquilo que sempre mexo,
Perante tão belo “monumento” é sempre assim!

Ali ia uma mulher; mas mulher com tudo anexo
Que deixou meus pensamentos em “motim”
Mas será pra um homem um problema complexo!

08/05/2008 GMT 1

QUANDO O AMOR NASCE!...

nelsonfontes @ 13:38

O amor é sentimento que nasce em nós
Vário! Confuso, até mesmo imprevisível,
Quando envereda louco, quer o impossível,
Precisa, sem dúvida d’uma mélica voz!

Quando nasce é, insonte, meigo, sensível,
Sonhador, carregadinho, ‘inda d’outros pós,
Só ministrados ou satisfeitos quando sós
Se consegue enfim o “pecado” apetecível!

Quando irrompe, sob paixão é, complexo,
Indomável caprichoso só pensa no sexo,
Sem ver ou pensar nas consequências futuras!

Mas leitores sempre foi assim e, assim será,
O amor é fádico, sublime o melhor que há
Não se pode perder tão gostosas (a)venturas!

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