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Criando Poesia
Faço da vida um criar de Poesia

Categoria: Sátiras

11/02/2008 GMT 1

A VENUS MODERNA!

nelsonfontes @ 06:49

Passou por mim, altiva com sensual meneio,
Com garbo escultural de figura perfeita;
A tal mulher que vimos, tudo em si s’aproveita;
Mulher que não pode passar sem bom galanteio!...

Fiquei “tonto”:-“Feliz quem com tal mulher se deita”…
Mas nisto reparo no tamanho do seu seio,
Que me deu ideia, aquilo deve ser alheio,
Aquilo é postiço, é moda, até se aceita!

N’um exame seguro, reparei na sua “Bunda”,
Era perfeito de mais, não é como pr’aí abunda,
Aqui há gato, que fique tonto e me’apaixone!...

Mais, vim a saber seguro, nada mais, nada menos,
Aquela maravilha de mulher não era Venus,
Era sim, messalina a propagar SILICONE!

12/01/2008 GMT 1

FIM DUMA LENDA

nelsonfontes @ 07:29

AMIGOS:
Pronto Acabou o rumo do Aeroporto e… pesadelos
Agora vamos ouvir interesses e grande batota…
Foi, concordo, “indigesto” lá pró bom povo da OTA,
Mas, amigos, tinham que ganhar os” CAMELOS!

Enfim, após anos, JAMAIS vota ou não vota,
Ao fim ao cabo Alcochete tem mais “pelos”,
Freeport! Sporting e, e mais com nababos zelos
Venceu quem ali em redor onde a água brota!

Será? A novela acabou ao fim de tantos anos,
É aqui, é acolá, milhões gastos em planos,
Vamos ter nova ponte pra pagar…de certo!

Claro, é o povo que não pode dizer JAMAIS,
Paga e não bufa; aperta o cinto nos seus cabedais,
Tinham que dimanar os “camelos” no deserto!

20/10/2007 GMT 1

CARNAVALESCOS BACANAIS

nelsonfontes @ 18:35

Sonhos! Filhós! Regueifas! Fatias douradas!
Orelheiras! Patos! Perús! Torresmos1 Chanfana!
Rabanadas Galinhas carnes bem estufadas!
Regados com bom vinho e, cachaça de cana!

E, caso possa boas sapateiras bem pesadas,
E, pra completar a gostosa carne alentejana,
Não esquecer as belas chouriças fumadas,
Tudo, bom e melhor à farta sem olhar à grana!

Ter tachos e panelas ao lume sempre cheios,
Com iguarias, preparadas com seus recheios,
Comer nestes dias, à farta do melhor de tudo!...

Nunca perdoar o sápido arroz de cabidela,
Comer como um abade até, limpar a panela,
São as comidas na minha terra no Entrudo!

13/10/2007 GMT 1

LÁPIDES PARA A MIHA SEPULTURA.

nelsonfontes @ 12:37

(…Ou para alguém as queira aproveitar!...)
Neste tranquilo recanto,
Jaz enfim, um homem santo,
Que viveu sem falhanço,
Neste mundo de tantos p’rigos,
Que o desejado “descanso”
É melhor ao pé d’alguns amigos!

Pára mortal! Lê e…medita
Nada vale seres arrogante,
Essa tua vida tão bonita,
Acaba aqui, também adiante,
Nas garras d’um parasita,
Que te come, ninguém, evita
Que sejas, nada, pó, bastante

Neste tranquilo recanto,
Que comprei com este intento,
Jaz, enfim um homem santo,
Que sofreu tanto, tanto,
Que descasa o seu tormento!

OS MEUS SESSENTA E NOVE ANOS.

nelsonfontes @ 12:23

(Soneto satírico ao dia…)

AMIGOS:
Embora o tempo duro prove
Acabar com todo nosso viço;
Sim, vou faer SESSENTA E NOVE,
Mas vou fazendo meu “serviço”!

Há quem isto comprove
Por vezes há”reboliço”
Mas frequente me comove,
Não amansar o “ouriço”!

Isto são dramas do homem,
Terem carne e…não comem,
Mas a “malta” toda comenta:--

Por isso digo delicado:
Ao Sessenta e nove passo ao lado,
Prefiro fazer já.Setenta!

21/07/2007 GMT 1

O TAL ASSÉDIO

nelsonfontes @ 16:49

(Caso verídico…que foi
Companheira de trabalho::

SENHORA (?):
Respondo: --Diz que foi assédio,
Mas todos nós aqui sabemos,
Não foi caso grave ou médio,
Foi simplesmente remédio
Pró fogo que ambos temos…

Porque, sempre foi e será assim,
Isto não causa, aliás pudor
Homem e mulher, o mesmo fim
É fazer amor, e quanto a mim,
Foi abençoado pelo SENHOR!...

É conhecido e, não causa pasmo,
Foi um arroubo momentâneo,
Devemos criar todo entusiasmo,
Pra que ao fazer amor o orgasmo,
Seja d’ambos total simultâneo!

Isto não é caso novo ou imoral,
Tem transportes que nos enleva,
Todo mundo faz amor, afinal
Que repete, repete, pois é…divinal
Foi assim que nos ensinou Adão e Eva!

19/07/2007 GMT 1

A DONA IRACEMA.

nelsonfontes @ 09:44

Enviuvou D. IRACEMA
Assim logo entrou em cena
Fofoca no bairro extrema
Até um pouco obscena,
Que lhe trouxe problema,
Que esteve de quarentena
Desculpa ou normal esquema
Que enfrentou altiva, serena.
Ainda honrada com diadema,
Que mostrava a todos na arena
Mas aquilo era já uma algema,
O tempo passou que a envenena,
Ó o cio, a carne, pede, ordena,
A vizinhança, via, onzena
Arranja homem forte, torena,
Sagrou-se com alma ao “sistema”
A vida assim não empena
Dois amantes n’uma pena
Amar alguém é bom, gema
Talvez seja um belo poema,
Amar, amar é pagina amena,
Creio ser a hora suprema
Sou nova, rica, morena
Talvez ainda esprema
Uma paixão sincera, plena,
Assim dizia a D. Iracema

18/07/2007 GMT 1

A INVEJA NINGUEM DESEJA.

nelsonfontes @ 10:24

A inveja nunca mais finda,
Nesta sociedade traiçoeira,
E o pior de tudo, ainda
É ver gente séria, em fileira
Perdida, traidora, malfazeja,
Tanto que ninguém a deseja,
Nem passa, nem sequer s’abeira,
De debelar o mal da inveja!

16/07/2007 GMT 1

A LINA E SUA SINA.

nelsonfontes @ 12:05

LINA era uma menina,
Criada com gente fina,
Saída do colégio sem doutrina,
Que a guiasse na sua sina;
Jovem, rica, de beleza, divina,
Mas de Cupido, nem patavina,
Assim, a situação examina,
Ouvindo outras, sua disciplina
Esquece, tornou-se, ladina
Tão desejosa, que não domina,
Seu apetite logo a ensina
Que amor e sexo é, morfina
Qu’exp’rimentando, alucina
Quer mais e mais, imagina
O sexo acaba em cada matina...
Assim, pouco e pouco, assina
Seu primeiro passe na rotina
Até que se torna messalina
Era o princípio da ruína
Depois, teve acorrer à medicina,
Segundo disseram sua vagina
Apodreceu com...albumina
O excesso deu cabo da figurina
Foi encontrada numa latrina,
Abandonada, levou-a a Libitina!

Nelson Fontes Carvalho

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