Administra o teu Blog

Cria o teu Blog Já! Fácil e Grátis

Criando Poesia
Faço da vida um criar de Poesia

Categoria: poemas

08/05/2008 GMT 1

MOTE

nelsonfontes @ 08:02

Todas as noites donzela,
Vou passar à tua rua,
Pra te ver com cautela,
Se só dormes com a lua!
GLOSA
Bendigo, a hora bendigo,
Que te vi hoje na capela,
Deito-me a sonhar contigo
Todas as noites, donzela!

Que não sei, nem dou por isso,
Meu passeio não recua,
Já faz parte do derriço,
Vou passar à tua rua!

Já viste assim, bem visível
Que por ti o amor se revela,
Faço o possível e o impossivel,
Pra te ver com cautela!

Pra tal venço todos escolhos,
Pra entrar na alcova tua,
Quero ver com meus olhos,
Se, só dormes com a lua!

01/05/2008 GMT 1

BISCOITOS DE AMOR

nelsonfontes @ 11:19

Dedicado a alguém que gostava
Muito de biscoitos.

Das receitas que eu ofereço,
É esta que tem mais apreço:
Aqui tens dedicada leitora,
Satisfaço tua curiosidade,
Além disso és bem merecedora
De biscoitos de…felicidade:--
--“Um bom naco de compreensão,
Com duas colheres de ilusão,
Bem amassados só, entre dois
Apura-se algo da contextura
Umas pitadas amplas de ciúme
Tudo juntinho, exacto, depois
Vê-se a liga que se procura
Quando a provar…vai ao lume
Em fogo ardente, porque é mau
De sabor, que se precisa, puro
Pra tal é obrigatório e leal
A paixão que venha ao de cimo
O açúcar refinado bem de mimo
Pra esta no ponto belo, ideal
Nesta amálgama de coisas boas
Em tudo besuntar com lealdade
Eis a receita pra duas pessoas,
Terem à mesa biscoitos de felicidade,
E, pra rematar, enfim compor
Tudo com respeito puro, fiel
Salpicar com recíproco vigor
Todos os bocadinhos aos dispor,
Terão biscoitos bons de amor!

DECLARAÇÃO DE AMOR

nelsonfontes @ 11:18

À DOLORES
PELOS NOSSOS QUARENTA
ANOS DE CASADOS

Bendito o dia que te vi, bendito,
A hora feliz em que no meu caminho,
Errando à toa, assim triste sozinho,
Achei teu vulto carinhoso, amigo!

E agora a minha vida se resume
Unicamente neste doce afecto,
Que em eu seio, recôndito e secreto,
É a flor de um raro e místico perfume!

E busco o teu amor todos os dias
E ao calor do meu beijo apaixonado,
Pulsa o teu coração mais apressado,
Ficam-te a mãos mais húmidas e frias!

Buscando-te com íntimo alvoroço,
---ave que as asas trémulas espalma,
Todas as minas ilusões de moço,
Como constelações se abrem em minh’alma!

E, estrela de minh’alma de beduíno
Que me guia e que as magoas me reanima, --
Hoje, feliz bendigo a minha estima,
Bendizendo feliz o meu destino!...

Suplica a Deus que nunca se desfaça
Tão lindo sonho de felicidade
E a mesma luz que agora nos invade
Tenha a bênção da sua eterna raça!

E possa eu bendizer com bendigo
A hora feliz em que no eu caminho,
Errando à toa, assim, triste sozinho,
Achei teu vulto carinhoso, amigo!

16/04/2008 GMT 1

MINHAS PENAS

nelsonfontes @ 08:30

X
Hoje fui triste ver-o-mar,
Levar minhas duras penas,
Queria vê-las voar, voar
Nas ondas, além serenas!

Mas o mar estava revél
Ao ver-me ali de bruços,
Devolveu-as em tropel
Ainda com mais soluços!

Mas o mar estava bravo,
Dentro da sua ampla lei,
Não admite qualquer agravo,
Que suje sua limpa grei!

Minhas penas dolentes
Entoam tristes melopeias,
Tornaram-se obedientes,
Amigas leais das sereias!

Assim, vejo-as uma por uma
A despertar na praia mansa,
Envoltas em alva espuma
A rir com minhas esp’ranças!

Mas as penas são revoltas,
Co’a grande onda vai e vem,
Quando se atiram soltas
Matam, matam, seja lá quem!

Oh! Mar que tão bravo és
Se pra bem longe fores,
Ao tragas nas tuas marés,
O sargaço de minhas dores!

O mar disse-me e segredo,
Em noites de vento brando;
Amigo, tuas penas não vão cedo,
Virão em nau sem comando!

12/04/2008 GMT 1

SER EMIGRANTE

nelsonfontes @ 11:00

(Poesia inserida no meu primeiro
Livro “FOLHAS DA MINHA VIDA”
Editado em 1992)

Ser emigrante é, honra, é brio, vontade,
Procurando longe aquilo que o domina,
Dinheiro, que aos seus lhe dê f’licidade,
Com esforço que ninguém sabe, nem domina!

Lutando sempre, sem quebra, com pundonor,
Amealha algo, algo que vai pondo no cofre,
O tempo passa, e os sonhos criados com amor,
Vão tornando forma, olvida o que se sofre!

Quantas vezes deixando mulher, pais e filhos,
Esfacelado de saudade, dos familiares seus,
Cá vai o emigrante pra espinhosos trilhos,
Guiado co’a sua fé, crente no seu Deus!

As cartas trocadas trazem e levam refrigério,
…Nós estamos bem!...(Sabe-se lá… doce ilusão,
O emigrante em qualquer ponto do hemisfério,
Desdobra-se em esforço, co’os seus no coração!

O trabalho é tremendo, nem se dá por isso,
O dinheiro por vezes vem em larga abundância,
Ele esquece o esforço, a luta parece feitiço,
Mês a trás mês, vive sempre na mesma ganância!

Dinheiro, muito dinheiro! Sonho natural
Pra quem sai do seu País com um objectivo,
Arranjar a vida não importa a luta abismal,
O emigrante merece, o emigrante é, activo!

Emigrante! Símbolo de trabalho, incessante,
Homens dif’rentes em Fé, quase inabalável,
Merecidos d’ajuda séria e reconfortante,
Sua missão é de todos pontos de vista notável!

Certo de vencer esta agitada “batalha”
Aqui estou longe de vós bem confiante,
Deus ajuda sempre quem digno trabalha,
Não tenho pejo de dizer: SOU EMIGRANTE!

10/04/2008 GMT 1

BISCOITOS DE AMOR

nelsonfontes @ 17:06

Dedicado a alguém que gostava
Muito de biscoitos.

Das receitas que eu ofereço,
É esta que tem mais apreço:
Aqui tens dedicada leitora,
Satisfaço tua curiosidade,
Além disso és bem merecedora
De biscoitos de…felicidade:--
--“Um bom naco de compreensão,
Com duas colheres de ilusão,
Bem amassados só, entre dois
Apura-se algo da contextura
Umas pitadas amplas de ciúme
Tudo juntinho, exacto, depois
Vê-se a liga que se procura
Quando a provar…vai ao lume
Em fogo ardente, porque é mau
De sabor, que se precisa, puro
Pra tal é obrigatório e leal
A paixão que venha ao de cimo
O açúcar refinado bem de mimo
Pra esta no ponto belo, ideal
Nesta amálgama de coisas boas
Em tudo besuntar com lealdade
Eis a receita pra duas pessoas,
Terem à mesa biscoitos de felicidade,
E, pra rematar, enfim compor
Tudo com respeito puro, fiel
Salpicar com recíproco vigor
Todos os bocadinhos aos dispor,
Terão biscoitos bons de amor!

21/02/2008 GMT 1

O TEMPO Ó O TEMPO

nelsonfontes @ 09:58

O tempo passa veloz de corrida
Que todos julgam, não ver, doidice,
O tempo com tanta, tanta mexida,
Não dá tempo pra desfrutar a vida,
Acordamos, co’o tempo da velhice!

O tempo é o pior dos inimigos,
Com um raio d’acção nefando,
Pouco a pouco, temos os perigos,
Deixamos d’avistar os amigos,
Até são os piores do bando!

O tempo é como uma tempestade,
Deixa no sua pegada, sua marca,
Que fatalmente certa nos invade,
Ou seja, leva-nos a leda mocidade,
E, mais além as garras da Parca!

O tempo, sempre auto se proclama
Imparável em tudo à nossa volta,
Lentamente nos faz a dura cama,
Velhos, falta de saúde, é o programa
Que tantas blasfémias a gente solta!

O tempo passa, espera a maré,
Pra degolar nossas esp’ranças,
Empurrando-nos no balancé,
Que no fim dá-nos o tal pontapé
Ficamos sós tristes sem alianças!

O tempo é a prenda negra, amarga
No percurso veloz da nossa vida
Por vezes tem tão imensa carga,
Que a gente não pode nem a descarga,
A velhice chega não deixa saída!

No fim, o tempo nem diz adeus,
Pouco correcto, no seu fadário
Nós ou gozamos alguns jubileus,
Ou sim, caímos nos ganchos seus,
A amargurar nosso viver diário!

Quem possa o tempo bom, aproveite,
No trabalho, amor ou no sucesso,
Porque o tempo é um breve deleite,
Que gozado com método é, aceite
Talvez o bom tempo tenha regresso!

10/02/2008 GMT 1

O CHORINHO E A MORENA

nelsonfontes @ 09:35

Esta ciranda da Efigénia Coutinho,
Veio agitar uma a velhinha lembrança,
Aquela jovem d’escultural corpinho,
Que saracoteava um mexido chorinho,
Que minha mente recordar não se cansa!

Reinava grande babaréu n’avenida,
Com musica viva agitar a galera,
O Chorinho seria o choro da minha vida,
Com aquela jovem linda, atrevida,
Parecia que estava à minha espera!

Troava um Chorinho do Ary Barroso,
Sempre presente nestes festejos,
Tudo começou n’um requebro dengoso,
Que se foi tornando mais gostoso,
A aproveitar da dança todos ensejos!

Garota safada, de corpo bem feito,
Dava ao Chorinho todo encanto,
N’um meneio, malandro sujeito,
A tentações d’um tranquilo leito,
Ó meu Deus será que chego a tanto?...

O Chorinho era demais, frenético,
N’um ritmo deveras arrebatador,
Então comecei a ficar sim, poético,
Ousei um galanteio certo, estético,
Que acertei no alvo com tanto…calor!

Logo o Chorinho tornou-se lascivo,
Nossos corpos eram já uma trança,
Retorcidos n’um movimento vivo,
Eu suava, suava, já com motivo,
A garota era fogueira na dança!

Mas nisto, no apogeu d’alegria,
Surge, não sei como tal confusão,
Por todo lado uma louca correria,
Gritos! Policia, ninguém s’entendia,
O Chorinho, claro, tornou-se…chorão!

Aquela garota de corpo formoso,
Que o destino pôs no meu caminho,
Eclipsou-se naquele rolo horroroso,
Eu fiquei, ali, atónito, choroso,
Pela jovem que deixou n’um, Chorinho!

Ainda hoje recordo, a morena,
No desfile animado n’avenida,
Que o Chorinho tornou-se pena,
Por vezes o destino nos condena,
N’um Chorinho eterno toda a vida!

09/02/2008 GMT 1

A FAVELA E O CHORINHO

nelsonfontes @ 16:36

( À ilustre Senhora
Efigénia Coutinho

A aceitar o convite…
A favela vive um burburinho,
Nesta ou aquela azinhaga,
Há música popular, o Chorinho
A recordar o Chiquinho Gonzaga
N’um seu ritmo, típico, dengoso,
Que a galera louca propaga,
O bandolim geme do Ary Barroso
Uma velha melodia que não s’apaga,
Que o povo grato mantém imortal,
O Chorinho brasileiro, é uma saga
A ouvir o inesquecível Durival…
Geme que geme recheada de gozo
N’uma viela, um ou outro mais garoto,
Apertava o harmónio melodioso,
Dedilhando um Chorinho do Peixoto,
Por todo lado gente com frenesim
Não se calava o sonoro bandolim,
O Roberto Carlos era outra voz presente,
Com um Chorinho mexido, quente,
Com frases sensuais, com calor
A favela vivia a dança com amor,
Que só o povo brasileiro sente,
Assim nesta mistura musical,
Samba-se em cheio o Carnaval,
O Chorinho do inolvidável Caubi,
Foi quando me apaixonei por ti
A dançar o Chorinho com loucura,
Que nossa vida tomou caminho,
Que ‘inda hoje a nossa ventura,
Meu amor, foi o mexido Chorinho,
Que lembro com tanta mistura,
O fruto da dança já s’afigura,
Co’o nome: Chico Viola padrinho!..

O NOSSO CHORINHO

nelsonfontes @ 10:19

Vem, meu amor, vem,
Que mal que tem
Este chorinho é bem
Pra me sentir nos teus braços,
Apertadinha como ninguém
Por vezes troco os passos,
Não atino co’os compassos,
Neste sensual vaivém
Tenho até fracassos
Ó meu amor, vem, vem,
Este chorinho contém
Momentos gostosos melaços,
Enlaça-me, melhor, não há quem
Quero me sentir alguém
Mesmo que me faças em pedaços,
Deste chorinho algo sobrevém
Beijinhos! Segredos e abraços,
A noite começou agora: Vem!...

Arquivo | Cria o teu Blog Já! Fácil e Grátis