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Criando Poesia
Faço da vida um criar de Poesia

Categoria: PENSAMENTOS POETAS E POESIA

04/12/2007 GMT 1

DIA DE REIS CRISTÃO

nelsonfontes @ 09:33

Dia SEIS de Janeiro pra cristãos DIA DE REIS,
Diz a lenda que Belchior, Gaspar e Baltazar,
Visitaram o DEUS MENINO pra o adorar,
Levando presentes a mostrar que lhe eram fieis!

Eram os Três Reis Magos, n’um gesto exemplar,
Cruzaram o deserto em camelos com saquiteis,
Mas guiados pela Fé tudo foi como sabeis,
Ver o MENINO que seria o REI do mundo pra nos salvar!

Nesta data s’encerram os festejo natalinos,
Que os católicos crentes em toda sua grei,
Dedicam louvores, com festejos pagãos e,finos!

Nós lusitanos, já há séc’los; isto é o que sei,
Consagramos ao Deus Menino actos divinos,
É tradição, cada mesa exibir seu BOLO-REI!

20/07/2007 GMT 1

SILÊNCIO MISTERIOSO

nelsonfontes @ 09:35

Silêncio, aqui em todo escritório;
Silêncio que me arrasa, merencóreo;
Silêncio sepulcral de cemitério…
Silêncio a dominar este ambiente,
O silêncio do passado do presente,
Que m’envolve n’um duende de mistério!

Sentado à secretária; procuro, no espaço
Que o silêncio m’inspira e me dê um abraço,
Pra compor um soneto de craveira:
Mas a noite triste, denegrida,
Parece, qu’escarnece da própria vida,
Que normal passa, e o estro não se’abeira!

Desesperado, debato-me nesta feroz grilheta,
Mas a vontade diz; com ela ninguém se meta
Que aparece além no páramo, infinito…
E, pela janela, fico a olhar pelo escuro,
A sentir aquele silêncio, acre, obscuro,
Que se crava dentro de mim, fundo, aflito!

Só Após o arrebol, irrompe Apolo,
E o dia volta a casa com fresco consolo,
A minh’alma acorda tudo com toda brida,
Liberto, enfim deste gigante pesadelo,
Meu sentir desperta airoso, até com zelo,
Entoa sinfonias a encomiar a vida!

19/07/2007 GMT 1

AS VELHAS ÀGUAS FURTADAS.

nelsonfontes @ 09:38

(Recordação da juventude)

Vivo n’uma velha mansarda,
Que ao conforto me chama,
Lá no alto há um anjo da guarda,
Todos os dia, nunca tarda,
Dá-me os bons n’ALFAMA

Quando cedo assomo à janela
Tenho um doce oportuno beijo,
D’uma vista única, bela, bela,
Que todo pintor leva à tela,
Com o cenário do lindo TEJO1

Minh’alma satisfeita acata
Estrofes de velhas canções,
Que me atrofiam a garganta,
De saudade que não espanta,
Ao ouvir cedinho os pregões!

Os pregões altos, cantantes,
Por gargantas de gente boa,
Musica que seus habitantes,
Cedo, se acostumam, amantes
Dos bairros da nossa LISBOA!

Fico esquecido a apreciar,
O alvoroço de toda viela,
Tão exaltante, tão popular
Co’os gritos que andam no ar,
De bel- prazer a gente gela!

É gostoso viver aqui em cima,
É o Céu chegadinho ao Céu,
Onde a virtude se aproxima,
Do que precisamos em boa rima,
Que de meu viver é um fogaréu!

Não troco as águas furtadas,
Pelo mais confortável solar,
D’aqui divido de mãos dadas
As ruelas velhinhas, amadas
Desta LISBOA juntinho ao mar!

Em frente avisto a ponte,
Em baixo tenho a Ribeira,
É este o lindo horizonte,
Que tenho na minha fronte,
Vendo esta linda LISBOA!

18/07/2007 GMT 1

UM VELHO EPIGRAMA

nelsonfontes @ 18:35

Do actual cosmorama!...

O meu amigo gama
Com muita fama,
De dinheirama
Vive um drama
Com certa dama
Que diz que ama
Com muita chama
Mas a tal madama
Sabem nunca a chama
Pra sua fofa cama!...
Vejam o melodrama,
Ele todo s’escama
Porque ela aclama
Qu’ele não tem brama
Pró quente programa,
Que sempre o trama,
Ele aflito exclama
Já não paga a derrama,
Da casa de Alfama…..
…………………………..

Pobre do nosso GAMA,
Tem que ir pra, Alabama,
Com a sua velha mucama!

TROVA

nelsonfontes @ 10:38

Quis descrever minha Mãe,
Como é seu profundo trato,
Mas o amor que ela me tem,
É impossível tal retrato!

À minha DOLORES:

Perto de ti meu amor,
Vislumbro, ledo futuro,
Quero-te sim, com todo ardor,
Não duvides, por favor,
Pelos deuses, sincero juro!

O MAR

Ò mar! Ó mar! Ó mar imenso,
És mais fundo qo que penso,
Isto sincero, crente peço,
Não t’enfureças meu maroto,
É desgraça um maremoto,
O povo à fuga não tem acesso!

16/07/2007 GMT 1

ULTIMO PEDIDO

nelsonfontes @ 11:47

(Aos amigos da aldeia)

Amigos quando eu morrer,
Aqui têm o meu querer!...

Eu quero no meu caixão,
Seja em tudo o mais modesto,
Pra quê luxo, se vou pró chão,
Eu, jamais pra nada presto!

E, pra quem tantas flor,
Eu não quero nem uma só;
É sim homenagem à dor;
É sim homenagem ao pó!

Nem quero mesmo velas,
Que pra mim nada servem…
Iluminam, quem? Balelas
Deixem-se d’isso, conservem,
Do Nelson as coisas belas!

Conto com beijos e carícias,
Da minha querida Dolores,
Coitada! Isto são sevicias,
Após anos e anos d’amores!

E, os amigos cá d’aldeia,
Que aqui estão nesta “cega”
Ide sim pra uma boa ceia,
Há pr’aí uma boa adega!

Bebam duas garrafas do bom
Lá dos confins do Alentejo,
Nada de tristezas sem tom,
Serei já esquecido, prevejo!

Quero na minha mortalha,
O fato mais velho lá da mala,
Pra que não haja batalha,
Entre os vermes nesta gala!

Hoje neste triste oficio,
Já sabem o melhor que há,
É não fazer sacrifício,
Pois todos vêm pra cá!

Todos após o meu enterro,
A ordem, amigos, é esta:
Comam e bebam, é, um erro
Hoje não se fazer festa!

Que adianta esse pranto,
Vou. Deus deu-me castigo,
A todos vós, aqui garanto,
Breve, no Céu estão comigo!

Digo-vos adeus, com magoa,
Por tomar este caminho,
Ide, amigos, não bebam água,
Deixo pra vós um bom vinho!

15/07/2007 GMT 1

A DONA IRACEMA.

nelsonfontes @ 07:24

Enviuvou D. IRACEMA
Assim logo entrou em cena
Fofoca no bairro extrema
Até um pouco obscena,
Que lhe trouxe problema,
Que esteve de quarentena
Desculpa ou normal esquema
Que enfrentou altiva, serena.
Ainda honrada com diadema,
Que mostrava a todos na arena
Mas aquilo era já uma algema,
O tempo passou que a envenena,
Ó o cio, a carne, pede, ordena,
A vizinhança, via, onzena
Arranja homem forte, torena,
Sagrou-se com alma ao “sistema”
A vida assim não empena
Dois amantes n’uma pena
Amar alguém é bom, gema
Talvez seja um belo poema,
Amar, amar é pagina amena,
Creio ser a hora suprema
Sou nova, rica, morena
Talvez ainda esprema
Uma paixão sincera, plena,
Assim dizia a D. Iracema

INFERNO?...

nelsonfontes @ 07:10

À DOLORES!
Dizem os sábios que o inferno é, chama,
Fogo vivo sempre em incandescência,
Por todo lado há almas perdidas na lama,
De crateras geénicas de toda a gama,
Que a vida é incrível com tal existência
Tudo é delírio em enorme temperatura,
Não existem AMOZONAS lindas de verdura,
Tudo é, intoxicado por um ar vulcânico,
Explosivo, destruidor, forte e titânico,
É desolador o panorama de tal natureza,
Há constante fogo com um imenso dilúvio,
Existe unicamente um venenoso eflúvio,
Que asfixia, sem dó tudo que existe aqui…
……………………………………………

Oh! Sim, deve ser o inferno tudo isto
Pois meu amor, quando estou longe de ti,
Sinto este INFERNO em mim nunca VISTO!

Nelson Fontes Carvalho
DOIS AMORES
AMORA/ Belverde

14/07/2007 GMT 1

RAINHA DA COZINHA

nelsonfontes @ 16:50

( A COZINHA É COISA SÓ MINHAS
Á DOLORES COM…AMORES
é manjares têm…paladares!

Não é preciso ter diplomas
Pra brilhar assim na cozinha,
Na DOLORES há fixes sintomas,
Ser ali, estrela e, rainha!

Na cozinha meu fim sincero,
É fazer tudo bom e…”picante”
Pra MEU BEM, que lhe quero,
Faz ferver tudo n’um instante!

MEU AMOR! Muito bem conheço
Pelas guloseimas de canela
Mas na cozinha é…travesso,
Tolinho, não me larga a…”Panela”

Quando MEU BEM chega a casa,
Logo nos tachos se debruça
É certo, fica em ardente brasa,
Temos ambos…salada russa!...

Quero ver minha cozinha bela,
Bela, o melhor que possa ser,
Quando MEU BEM mexer na panela,
Dê gritos apetite e prazer!

Não é verdade que se esconda
Até com beijinhos me suborno,
Quando MEU BEM vivo me ronda
Já sei, quer aquecer-me o “forno”!

MEU BEM, sabe que sou louca,
Pela cozinha e, toda sua lida,
Mas ali, quando fofo me toca,
Temos certo, ambos outra comida!

Só quem percebe é que imagina,
Na lida d a cozinha me afogo,
Mas o MEU BEM, ninguém o ensina,
À minha volta dá-me outro…fogo!

Quando MEU BEM chega à cozinha,
É um safado refinado, “patife”
Não quer caldinhos de galinha,
Quer, só ver como está o…”BIFE”!
TEU QUERIDO MARIDO
NELSON
==9==1990==

12/07/2007 GMT 1

AS VELHAS ÀGUAS FURTADAS.

nelsonfontes @ 10:43

(Recordação da juventude)

Vivo n’uma velha mansarda,
Que ao conforto me chama,
Lá no alto há um anjo da guarda,
Todos os dia, nunca tarda,
Dá-me os bons n’ALFAMA

Quando cedo assomo à janela
Tenho um doce oportuno beijo,
D’uma vista única, bela, bela,
Que todo pintor lçeva à tela,
Com o cenário do lindo TEJO1

Minh’alma satisfeita acata
Estrofes de velhas canções,
Que me atrofiam a garganta,
De saudade que não espanta,
Ao ouvir cedinho os pregões!

Os pregões altos, cantantes,
Por gargantas de gente boa,
Musica que seus habitantes,
Cedo, se acostumam, amantes
Dos bairros da nossa LISBOA!

Fico esquecido a apreciar,
O alvoroço de toda viela,
Tão exaltante, tão popular
Co’os gritos que andam no ar,
De bel- prazer a gente gela!

É gostoso viver aqui em cima,
É o Céu chegadinho ao Céu,
Onde a virtude se aproxima,
Do que precisamos em boa rima,
Que de meu viver é um fogaréu!

Não troco as águas furtadas,
Pelo mais confortável solar,
D’aqui divido de mãos dadas
As ruelas velhinhas, amadas
Desta LISBOA juntinho ao mar!

Em frente avisto a ponte,
Em baixo tenho a Ribeira,
É este o lindo horizonte,
Que tenho na minha fronte,
Vendo esta linda LISBOA!

Vivo n’uma velha mansarda,
Que ao conforto me chama,
Lá no alto há um anjo da guarda,
Todos os dia, nunca tarda,
Dá-me os bons n’ALFAMA

Quando cedo assomo à janela
Tenho um doce oportuno beijo,
D’uma vista única, bela, bela,
Que todo pintor lçeva à tela,
Com o cenário do lindo TEJO1

Minh’alma satisfeita acata
Estrofes de velhas canções,
Que me atrofiam a garganta,
De saudade que não espanta,
Ao ouvir cedinho os pregões!

Os pregões altos, cantantes,
Por gargantas de gente boa,
Musica que seus habitantes,
Cedo, se acostumam, amantes
Dos bairros da nossa LISBOA!

Fico esquecido a apreciar,
O alvoroço de toda viela,
Tão exaltante, tão popular
Co’os gritos que andam no ar,
De bel- prazer a gente gela!

É gostoso viver aqui em cima,
É o Céu chegadinho ao Céu,
Onde a virtude se aproxima,
Do que precisamos em boa rima,
Que de meu viver é um fogaréu!

Não troco as águas furtadas,
Pelo mais confortável solar,
D’aqui divido de mãos dadas
As ruelas velhinhas, amadas
Desta LISBOA juntinho ao mar!

Em frente avisto a ponte,
Em baixo tenho a Ribeira,
É este o lindo horizonte,
Que tenho na minha fronte,
Vendo esta linda LISBOA!

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