(Recordação da juventude)
Vivo n’uma velha mansarda,
Que ao conforto me chama,
Lá no alto há um anjo da guarda,
Todos os dia, nunca tarda,
Dá-me os bons n’ALFAMA
Quando cedo assomo à janela
Tenho um doce oportuno beijo,
D’uma vista única, bela, bela,
Que todo pintor lçeva à tela,
Com o cenário do lindo TEJO1
Minh’alma satisfeita acata
Estrofes de velhas canções,
Que me atrofiam a garganta,
De saudade que não espanta,
Ao ouvir cedinho os pregões!
Os pregões altos, cantantes,
Por gargantas de gente boa,
Musica que seus habitantes,
Cedo, se acostumam, amantes
Dos bairros da nossa LISBOA!
Fico esquecido a apreciar,
O alvoroço de toda viela,
Tão exaltante, tão popular
Co’os gritos que andam no ar,
De bel- prazer a gente gela!
É gostoso viver aqui em cima,
É o Céu chegadinho ao Céu,
Onde a virtude se aproxima,
Do que precisamos em boa rima,
Que de meu viver é um fogaréu!
Não troco as águas furtadas,
Pelo mais confortável solar,
D’aqui divido de mãos dadas
As ruelas velhinhas, amadas
Desta LISBOA juntinho ao mar!
Em frente avisto a ponte,
Em baixo tenho a Ribeira,
É este o lindo horizonte,
Que tenho na minha fronte,
Vendo esta linda LISBOA!
Vivo n’uma velha mansarda,
Que ao conforto me chama,
Lá no alto há um anjo da guarda,
Todos os dia, nunca tarda,
Dá-me os bons n’ALFAMA
Quando cedo assomo à janela
Tenho um doce oportuno beijo,
D’uma vista única, bela, bela,
Que todo pintor lçeva à tela,
Com o cenário do lindo TEJO1
Minh’alma satisfeita acata
Estrofes de velhas canções,
Que me atrofiam a garganta,
De saudade que não espanta,
Ao ouvir cedinho os pregões!
Os pregões altos, cantantes,
Por gargantas de gente boa,
Musica que seus habitantes,
Cedo, se acostumam, amantes
Dos bairros da nossa LISBOA!
Fico esquecido a apreciar,
O alvoroço de toda viela,
Tão exaltante, tão popular
Co’os gritos que andam no ar,
De bel- prazer a gente gela!
É gostoso viver aqui em cima,
É o Céu chegadinho ao Céu,
Onde a virtude se aproxima,
Do que precisamos em boa rima,
Que de meu viver é um fogaréu!
Não troco as águas furtadas,
Pelo mais confortável solar,
D’aqui divido de mãos dadas
As ruelas velhinhas, amadas
Desta LISBOA juntinho ao mar!
Em frente avisto a ponte,
Em baixo tenho a Ribeira,
É este o lindo horizonte,
Que tenho na minha fronte,
Vendo esta linda LISBOA!