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Criando Poesia
Faço da vida um criar de Poesia

Categoria: Dedicados

05/07/2008 GMT 1

SOMOS VELHOS?...

nelsonfontes @ 09:53

À DOLORES)
Meu bem, custa me ver fugir a mocidade,
O sol bendito que a existência aquece,
Como fantasma ligeira que se perdesse
No azul sem fim que a escuridão invade

Quando meço a extensão da minha idade,
E sinto que em breve meus dias anoitece,
Um vago apreender, que me entristece,
Esvoaça entre as brumas da triste saudade…

Mas, pensando no grande amor que nos domina,
Logo em riso a minha alma se ilumina,
Vencendo a sombra ansiosa que a toldou:--

Como há-de o tempo em que nós vincar seus danos,
Se os longos beijos que me dás têm vinte anos…
Se os vinte anos os beijos longos que te dou!

03/07/2008 GMT 1

O PODER DA POESIA

nelsonfontes @ 12:25

(D. EFIGÉNIA li com gosto
O Falcão e Ternura, que ventura!

Amor e desejo são coisas diferentes.
Nem tudo o que se ama se deseja
e nem tudo o que se deseja se ama.

Nas Asas do Falcão…Voa agora a TERNURA,
Duas jóias poéticas de casto lirismo,
Prenhes, como sempre, de fundo epicurismo,
Deleite! Desejos! Sonhos e, tudo mais à mistura!

Um inefável prazer ler este feminismo,
Que lembra Espanca, sua sensualidade pura,
Arroubos! Anseios! d’uma mulher que procura,
Que o Falcão lhe leve todo este magnetismo!

Que ‘inda ferve com TERNURA dentro de si,
Não como no Falcão, talvez, melro ou bem-te-vi,
No seu canto suave que inebria sua veia!...

Talvez, este Falcão seja o avatar do condor,
Voa alto com mais Ternura com voos d’amor,
Com lascivo voo que a EFIGÉNIA incendeia!

02/07/2008 GMT 1

A PAZ QUE A CAPPAZ È CAPAZ

nelsonfontes @ 08:06

(Não há um caminho para a PAZ, a PAZ é o caminho (M. GANDHI)
Sei que a PAZ é mais difícil que a guerra. (Juscelino Kubistschek)
A PAZvem de ti próprio, não a procures à tua volta (BUDA)
AMIGOS:
Reza o ditado:--“Pouco e em paz muito se faz”
É este o objectivo que todos poetas atentos,
Devem contribuir pra engrandecer a CAPPAZ,
Se entre nós há tantos e brilhantes e bons talentos!

Eu pouco valho, como vate, mas sou contumaz,
Apresento o que faço com modelos elementos,
Sobre a poesia presente já não tem a proa vivaz
D’anos passados cheia de bons pensamentos!

Agora a CAPPAZ vem avivar tempo de rapaz,
D’estudante! D’Arroubos! De chamegos aos centos,
No Penedo da Saudade onde tanta saudade jaz…

E, com esta lembrança que deixo aqui meus lamentos,
Porque a CAPPAZ, é, e será a página que é capaz,
De ouvir tudo bom e triste dos nossos momentos!

30/06/2008 GMT 1

O Nosso fim-de-semana

nelsonfontes @ 08:18

(À DOLORES)
Trabalho muito, mais que a força humana,
Neste pensamento hora a hora me ligo,
Estar junto de ti, neste Fim-de-semana,
Combinar direitinho a nossa vida contigo!

É esta a força louca terna,que me abana,
Meu tesouro, nem nisto considero castigo,
Ter mais tempo pra ti é, grande a gana
Saber não sair estes dias do teu colo amigo!

O nosso Fim-de-semana é, sempre bendito
Vamos ter mais tempo pra “brincar” na cama,
Fazer amor é o nosso passatempo favorito…

Por isto, quando só, ditoso faço programa,
Pra que o Fim-de-semana seja o mais bonito,
A provar-te meu amor o tempo que se ama!

25/06/2008 GMT 1

EXISTIR VIVER!

nelsonfontes @ 10:59

(À DOLORES)
Viver! Como é distinta no sentido
Esta palavra, d’um incerto alcance!
Viver! O que é viver? É um romance,
Uma lágrima, um sonho, seu bem perdido!

Pode ser cupidez, dever cumprido,
Pecado, filáucia, ou dor que não descanse…
Viver…Paradoxo! – Há quem avance
Que pode ser… Quem sabe?...não ter vivido!

Viver é caminhar continuamente,
Tremendo, a cada passo, de repente;
Na senda impenetrável, achar o fim…

Viver é um sorriso ou um queixume,
É fumo e chama d’um intenso lume,
Viver, DOLORES, é ver-te juntinho a mim!

DOLORES MEU ADEUS

nelsonfontes @ 08:09

(Não t’esqueças de mim…)

Quando eu, um dia me for,
Pelo mundo fora assim,
Levado ao triste sabor,
D’uma desgraça sem fim,

Minha vida, meu amor,
Nunca t’esqueças de mim!

Quem parte, tem na garganta
Uma canção a vibrar,
Lembra o vento quando canta,
Recordar as ondas do mar!

Tristeza tamanha, é tanta
Ninguém a sabe cantar1

Mas eu aonde for dar,
Aonde quer que for ter,
Hei-de ver o teu olhara
Dentro de mim a nascer!

Não queiras tu olvidar,
Quem nunca soube esquecer1

N’uma desgraça mais forte
Outro dia irei, assim,
Pra jornada da morte…
Jornada que não tem fim.

Mas nem então, d’essa sorte,
Nunca t’esqueças de mim

AMIGOS SEJAM BEM-VINDOS

nelsonfontes @ 08:02

(AO AMIGO MATOS E ESPOSA
MARIA JOSÉ, o convite para
Visitarem o DOIS AMORES)

AMIGOS:
Há pão! Há sopa, bom vinho à nossa mesa,
Podes vir AMIGO, cá t’espero com ansiedade,
Vais ter de facto a real e sincera franqueza,
Onde não falta alegria da nossa AMIZADE!

Aliás, é o protótipo da mesa portuguesa,
Mas entre nós, vais ter mais atenção que há-de
Ser pra ti a mais agradável visita de surpresa,
Vai perdurar na tua existência com vaidade!

Pra nós hospedes em casa é dia de festa,
Porque pra entre amigos a simpatia atesta,
Como merecem, garanto, terão tratos lindos…

A comida será, escolhida como iguaria,
À nossa moda, porque basta tua companhia,
Pra qu’eu grite aqui: AMIGO SEJAM BEM-VINDOS!

Nelson Fontes Carvalho
Belverde / AMORA
XXV /MMVIII

22/06/2008 GMT 1

O OUTONO DA VIDA

nelsonfontes @ 08:15

(Soneto especialmente feito
Dedicado ao meu AMIGO
JORGE VICENTE, na SUIÇA.

AMIGO:
No declinar da vida é que vimos os enganos,
Que cometemos, vesanos, sem pés nem cabeça,
Que bem visto foram erros que nos levaram anos,
Do Abril tantas vezes por uma paixão travessa!

Agora sem remissão, nota, ruir seus planos,
Sem uma centelha d’ânimo capaz que aqueça,
Os momentos frios, tristes com picos e danos,
Vê-se senil, já não há quem que o conheça!

Não é o Outono róseo, é o Inverno no seu rigor,
É o ruir próximo que lhe traz esta mensagem,
Tudo que perdeste co’as loucuras em amor!...

Agora aqui tens as contas ou seja a paragem,
De ensânia de pensar que tudo é eterno calor,
Mas na vida, na nossa vida, tudo é uma breve passagem!

21/06/2008 GMT 1

PEDIDO AMANTE

nelsonfontes @ 09:22

(À DOLORES MEU ETERNO AMOR)
O amor é como as doenças epidérmicas que, quando se temem
Mais exposto se está a elas. (Chamfort)

DOLORES:
Vem meu tesouro, assim, no terno jeito,
Como costumas fazer encostar-te ao meu ombro,
Amorosa, sensual, que me causa assombro,
Que me colocas n’um estado lânguido, desfeito!

Que até m’esqueço d’aquele triste escombro,
Que tive no passado que atingiu meu peito,
Tu, meu amor, és o arco-íris que causa efeito,
Que amorosamente m’entrego e, desassombro

Vem cá, neste momento és sempre bem-vinda,
Apesar de tudo a chama não s’apagou ainda,
Que importa estar velho se o coração s’agita?...

Beija-me! Abraça-me, como fazias outrora,
Ouve, mas ouve bem, a palpitação é sonora,
Isto diz o coração te recebe com és bendita!

DEDICATÓRIA AMOROSA

nelsonfontes @ 09:07

À DOLORES, COM PRIMORES.
“Pode-se minorar uma paixão, pode-se contê-la,
Pode-se governá-la: não se pode destruí-la”

DOLORES:
Pelo excelso amor que vem de ti,
Mulher qu’eu adoro com afecto grado;
Pelo exemplar revelado e realizado,
--Louvada seja a hora que te descobri!...

Pelas nefandas horas que passei, sofri,
Ao desejo do amor puro do meu lado;
Pelos bons momentos vividos a teu lado,
--Bendita seja aquela hora que nasci;

Pelo triunfo enorme, pelo abrigo
Que me trouxeste, é qu’eu bendigo,
A hora que tua mãe te deu tanto conjunto….

Tesouro, de bem; amor da minha vida,
Que se um dia sentir tua eterna partida,
Será ditosa a hora quando sou defunto!

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